STF: Muita política e pouca justiça; Mudança de regras para escolha dos ministros; Jogos de azar: O que disse Carol de Toni em Criciúma - Karina Manarin

STF: Muita política e pouca justiça; Mudança de regras para escolha dos ministros; Jogos de azar: O que disse Carol de Toni em Criciúma

A candidata ao senado pelo PL de Santa Catarina, Carol de Toni, em agenda na região sul avaliou que atualmente há “muita política dentro do STF e pouca justiça”e por isso, a necessidade de eleição de senadores que possam provocar mudanças neste cenário. Na entrevista que concedeu ao blog, ela destacou a necessidade de mudança de regras para os ministros do STF, como a idade mínima e alternância na forma de escolha dos integrantes da Corte. A deputada lembrou que o próximo presidente da República vai nomear quatro ministros do STF. Carol de Toni também teve reunião com integrantes da CDL de Criciúma, ouviu preocupações com endividamento das famílias e a homologação de jogos de azar no Brasil, assuntos que pretende colocar em pauta no senado em eventual eleição.

Carol de Toni cumpre agenda na região sul nesta quarta-feira (5), com o também candidato ao senado pelo PL, Carlos Bolsonaro, a deputada federal Júlia Zanatta, candidata à reeleição e o advogado e marido de Júlia Zanatta, Guilherme Colombo, candidato a deputado estadual nas eleições deste ano.

A entrevista aconteceu na sede da empresa Gambatto, em Criciúma onde Carol de Toni foi recebida pela sócia diretora do grupo, Mariza Gambatto.

Veja a entrevista na íntegra:

Candidata ao senado Carol de Toni visitou Criciúma nesta quarta-feira (5) – FOTO : Caio Marcelo

O roteiro no sul…

Na manhã desta quarta-feira (5), concedemos entrevista para rádios, almoçamos com a prefeita de Içara, Dalvânia Cardoso e alguns vereadores e no início dia tarde estivemos na CDL onde ouvimos muitas demandas do setor produtivo, do comércio.

Por exemplo…

Por exemplo, preocupação com o endividamento das famílias já que oitenta por cento das famílias estão endividadas, o comércio não está aquecido eles estão sentindo na ponta os resultados da política econômica do Lula ou seja o desaquecimento do comércio local, a preocupação com a excessiva tributação dessa reforma tributária, principalmente do setor de serviços né? Então foi falado muito essa questão de termos reformas estruturantes. Também perguntaram sobre as bets, a essa questão dos jogos de azar que foram homologados no Brasil, quanto esse endividamento também atrapalha o consumo no geral e causa esse endividamento também de muitas pessoas que querem ganhar dinheiro fácil através de jogos de azar.

Deputada na noite dessa terça-feira teve uma reunião do presidente do senado, Davi Alcolumbre com Lula intermediada por dois ministros do STF. A gente sabe que o Senado é quem pode determinar algum tipo de mudança no STF. Se a senhora estivesse hoje como senadora o que a senhora faria numa situação dessa?

Então a gente tem que ter independência entre os poderes né? E essas relações de fazer um jogo combinado muitas vezes de combinar o que vai ser feito isso tem prejudicado o nosso país a gente precisa ter um judiciário absolutamente independente e sem ligações políticas, sem padrinhos políticos né que os ministros sejam realmente cumpridores da lei da Constituição e não que inovem o tempo todo no ordenamento jurídico que parem de legislar do nosso lugar que é aquilo que chamamos de ativismo judicial. Nós precisamos aprovar, como eu fiz na CCJ com as duas PECs e dois projetos de lei para que tenhamos uma alternância na forma de escolha, estabelecer idade mínima estabelecer mandato que seja uma Corte  Constitucional pra que a gente possa moralizar um pouco o que tá acontecendo no Supremo. Tem muita política dentro do tribunal e pouca justiça. A gente vê por exemplo os condenados do dia 8 de janeiro não tiveram direito a um processo na primeira instância porque nem tem foro privilegiado foram julgados sem direito a recorrer. Hoje estão sentenciados por penas absolutamente sem desproporcionais sem individualização da pena sem o devido processo legal. Então esses processos absurdos né que foram criados de perseguição que culminaram daí na prisão do Bolsonaro e outros líderes da direita são uma das maiores injustiças que aconteceu protagonizada pelo próprio Supremo então isso tem que acabar no nosso país.

E como é que se faz isso? Porque nós vemos hoje um Senado que pouco pouco interfere…

Nós temos que colocar lá a senadores que tenham ficha limpa que não tenham rabo preso, normalmente quem tem uma vida política muito longeva tem processos e quem julga os processos dos senadores são os Ministros do Supremo então os senadores têm medo de falar algo contra os ministros porque tem processos lá. Então botar gente  ficha limpa sem processo é um primeiro passo pra acabar com isso. Gente que tem a coragem que fale o problema que é. O próximo presidente vai nomear quatro ministros do Supremo porque a Carmen Lúcio e Gilmar Mendes e o Fux vão se aposentar e tem a vaga do Barroso. Então a gente vai poder fazer uma filtragem desses nomes e impedir que o nome que seja político que seja aprovado por exemplo. E uma vez estando lá e gerando problema a gente pode fazer impeachment né? Então, senadores que estejam alinhados com essa necessidade atual do nosso país de reequilibrar o Supremo Tribunal Federal para que fique no seu quadrado como a gente diz.

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