Ao apontar durante seu pedido de exoneração em rede nacional interferência política na Polícia Federal por parte do presidente Jair Bolsonaro, o agora ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro detonou um dos principais pilares do Governo Federal.
Bolsonaro se elegeu com com o discurso de combate à corrupção, com práticas diferentes das que aconteciam até então. O que se seguiu a coletiva no entanto, nos remete a um cenário preocupante, de infindáveis trocas de acusações entre Moro e Bolsonaro, rebatidas a todo momento pelos fiéis defensores do presidente.
Certo em tudo isso é que a guerra parece longe do fim, ainda mais com as acusações de Sérgio Moro, que já começam a ser investigadas. Em um Brasil já combalido por uma pandemia e com a economia em dificuldades, o próprio presidente poderia ter evitado mais uma crise, adiando a exoneração de um diretor da Polícia Federal, que não se entende o motivo da urgência.
A semana servirá como termômetro não somente para os casos de coronavírus, que se espera, comecem a reduzir, mas até onde se estenderá a crise política no Brasil.

