Reeleição de Lula: Sobre uma campanha desonesta - Karina Manarin

Reeleição de Lula: Sobre uma campanha desonesta

Você acha mesmo que essa eleição foi honesta? E eu não falo aqui de qualquer tipo de violação a urnas eletrônicas. O assunto é honestidade. A campanha de Lula se viu acuada diante da vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Alguns demonstraram inclusive surpresa já que os prognósticos eram a favor do atual presidente.

Diante disso, organizaram um “exército” com milhões de seguidores nas redes sociais. O que chama atenção nesse caso, é que o Capitão desse exército foi o deputado federal André Janones. Em 2023, Janones lançou um livro intitulado “Janonismo Cultural”.

Na obra ele narra os bastidores da disputa presidencial de 2022 quando ele desistiu de sua própria candidatura à presidência para apoiar Lula e admite ter divulgado mentiras deliberadamente com o intuito de desestabilizar o então candidato à presidência, Jair Bolsonaro.

André Janones e Lula

De acordo com matéria do Jornal O Globo, publicada na época, num dos exemplos a fake news é que Fernando Collor ganharia um lugar na Esplanada caso Bolsonaro fosse eleito. Com base nas afirmações do próprio Janones podemos supor que ele usou a mesma prática em 2026, com a distribuição de notícias nem tão verdadeiras assim sobre a campanha de Flávio Bolsonaro, entre elas a de que ele acabaria com o SUS e com direitos de mulheres.

Diante das ordens de Janones, os militantes que durante esses quatro anos defenderam punição severa para quem espalha fake news, ajudaram não somente a espalhá-las mas a consolidar falácias. Neste cenário, chama atenção também o fato de a campanha de Lula divulgar notícias sobre a perda de direito das mulheres em caso de eleição de Flávio ,mas ter seu coordenador do exército com uma medida protetiva contra a ex-mulher.

Os motes da campanha de Lula, de combate a fake news e proteção à mulher, esbarrariam em seus próprios deslizes, em se tratando de uma campanha honesta em seus princípios.

O mesmo Janones que admitiu ter inventado mentiras deliberadas, é condecorado por Lula, que quer regular as redes para evitar fake news,  como General de seu exército. Neste sentido, vimos uma campanha que mais uma vez se despiu da ética e do respeito em nome de se manter no poder. Foi essa a escolha da maioria dos brasileiros neste domingo.

 

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