O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Garcia, do PSD, sem perder a elegância que lhe é peculiar, deixa claro o recado ao Governador Moisés nas entrevistas que concedeu durante a semana.
Ontem, para a Rádio Guarujá, de Orleans, no Sul do Estado, ao ser questionado sobre a atípica eleição de 2018, a classificou como “fenômeno 17”.
“O povo estava revoltado e essa revolta fez que fosse descarregado no número. Elegemos um governador que não conhecia o Estado, a atividade política e a administração pública como um todo”, analisou. Garcia falou ainda da consequência, como a dificuldade de superar crises, enfrentar os problemas e dar solução aos assuntos com rapidez.
Citou como exemplo reunião em abril do ano passado, da bancada do Sul, sobre o Centro de Inovação. “ Há recursos e decisão política mas passou um ano e não se tem a solução burocrática que depende do Governo”, ilustrou o presidente da Assembleia. “ O governador é bom, bem intencionado mas só isso não basta”, concluiu.
Desde que Moisés tomou posse, a Assembleia, através do presidente estendeu a mão em todas as situações e não deixou de fiscalizar. Tanto que há uma CPI em andamento para investigar o caso dos respiradores. A fala do presidente no entanto é clara quando alerta o Governo sobre tomar atitudes mais resolutivas. Afinal, Moisés já está em seu segundo ano de mandato.

