Apesar de os votos contrários à aprovação das contas referentes a 2018 serem maioria, o prefeito de Treviso, Jaimir Comin, do PP, teve as contas aprovadas. Ocorre que para a rejeição, são necessários dois terços dos votos, ou seja, seis dos nove votos. O placar terminou em cinco a quatro.
Guardadas as devidas proporções, é mais ou menos o que disse o deputado Rodrigo Minotto, do PDT ao site há alguns dias quando questionado se o Governador Moisés, do PSL, teria os 14 votos para barrar o impeachment na Assembleía Legislativa. Minotto questionou se haveria por parte dos deputados favoráveis à cassação, os 27 votos para afastamento, que são 2/3 dos 40 deputados.
Em política, nem sempre a maioria é a maioria.
Mesmo com a aprovação das contas do prefeito de Treviso, Jaimir Comin, do PP, os cinco vereadores do MDB solicitaram informações sobre as folhas de pagamento do município. Ocorre que o Tribunal de Contas do Estado ao avaliar as contas do prefeito apontou ressalvas em alguns pontos, entre eles a despesa com pessoal.
Segundo o TCE, a despesa com pessoal ultrapassou R$ 14 milhões, representando 59,61% da Receita Corrente Líquida, caracterizando descumprimento ao artigo 23 da Lei Complementar 101/2000, em razão da não eliminação do percentual excedente de 2016.

