Médicos recorrem à justiça para receber honorários atrasados em hospital de Criciúma. Governo do Estado será responsabilizado na ação - Karina Manarin

Médicos recorrem à justiça para receber honorários atrasados em hospital de Criciúma. Governo do Estado será responsabilizado na ação

Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada de forma on-line nesta semana com a participação dos médicos do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), foram deliberadas novas medidas diante da permanência dos honorários médicos em atraso referentes aos meses de abril e maio. A Assembleia aconteceu nesta quinta-feira (20).

Por decisão da categoria, serão adotadas medidas judiciais para a cobrança dos valores devidos, com responsabilização das empresas IDEAS e Exímio, bem como do Governo do Estado de Santa Catarina, diante das respectivas responsabilidades relacionadas à situação enfrentada pelos profissionais.

Durante a assembleia, também foi colocada em votação a possibilidade de paralisação das atividades. A maioria dos médicos presentes manifestou-se favorável à realização de um movimento de paralisação, demonstrando que a categoria chegou ao limite diante da ausência de uma solução efetiva para os pagamentos pendentes.

No entanto, os profissionais entenderam que a paralisação não será iniciada neste momento. A decisão é de organizar previamente o movimento, estabelecendo estratégias que permitam à categoria reivindicar seus direitos sem comprometer a segurança dos pacientes e buscando minimizar qualquer impacto sobre a população atendida pelo hospital, especialmente por se tratar de um serviço materno-infantil.

A categoria permanece mobilizada e aguarda uma solução concreta. Caso não haja avanço, novas medidas poderão ser adotadas.

“O objetivo dos médicos não é prejudicar a população. É garantir condições dignas de trabalho, respeito aos profissionais e o pagamento por serviços que já foram prestados”, reforça a presidente do Sindicato dos Médicos da Região Sul Catarinense (Simersul), Dra. Cristiane Lopes Coral.

“O Simersul seguirá acompanhando a situação, adotando as medidas jurídicas cabíveis e coordenando, junto aos médicos, os próximos passos da mobilização”, conclui.

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