Passado o segundo turno eleitoral, em Santa Catarina o cenário político está voltado à definição do novo presidente da Assembléia Legislativa. A eleição acontece somente em fevereiro mas os bastidores fervem no Legislativo e três nomes despontam no páreo: Camilo Martins, Fernando Krelling e Ana Campagnolo.
Ana Campagnolo (PL) e Fernando Kreling (MDB), foram reeleitos para seus terceiros mandatos e Camilo Martins (PL), reeleito para o segundo mandato.
O ponto principal nas conversas avalizado por interlocutores do governador Jorginho Mello (PL), é que se promova uma eleição pacífica, com a possibilidade de ampliação da governabilidade.
O PL, partido do governador, elegeu 16 dos 40 deputados estaduais, consolidando a maior bancada. Com isso, os deputados do partido reivindicam a presidência do Assembléia. Nesta quarta-feira (28), o partido deve fechar o apoio a um dos nomes em pauta. Nos bastidores da Assembleia nesta terça-feira (27), havia informação que o indicado deve ser Camilo Martins.
Ocorre no entanto, que Fernando Krelling não é um candidato de oposição ou que corre “por fora”. Ele está no páreo como nome de peso, inclusive por sua estreita relação com o governador Jorginho Mello, a quem manifestou apoio aberto antes e durante o processo de reeleição, contrariando seu partido, o MDB, que apoiou oficialmente o então candidato ao governo João Rodrigues.

Deputada Ana Campagnolo, deputado Camilo Martins e deputado Fernando Kreling
Outro ponto que está em discussão é a possibilidade de acordo para a divisão do mandato. Havia, após o término do primeiro turno das eleições, a informação sobre a divisão dos quatro anos em um ano para cada deputado. Isso contemplaria o PL nos dois primeiros anos com Camilo Martins e Ana Campagnolo e os anos finais com representantes de outras siglas, como o próprio Fernando Krelling.
Nesta terça-feira (27), a conversa já havia mudado. Havia quem afirmasse inclusive que Camilo Martins poderia ficar com um ano e meio de mandato nos dois primeiros anos, e Ana Campagnolo com seis meses.
O mandato para a presidência da Assembleia, conforme o regimento, é de dois anos.



