O governador Carlos Moisés da Silva, do PSL, sofreu ontem mais uma derrota ao não ter sequer um voto contrário ao relatório da Comissão de Impeachment, que que recomenda o acatamento de denúncia e autoriza instauração de processo por crime de responsabilidade contra ele e a vice-governadora Daniela Reinher, sem partido. O secretário de administração, Jorge Tasca, foi retirado do processo de impeachment depois que pediu exoneração do cargo, a segunda-feira.
Os nove deputados que integram a comissão, inclusive alguns anteriormente citados como possíveis apoiadores de Moisés, aprovaram por unanimidade o documento, elaborado pelos deputados Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro, do MDB, e Jessé Lopes, do PSL, ambos do Sul do Estado.Trata-se de termômetro nada favorável a atual administração em relação ao processo de afastamento.
O relatório foi transformado em dois Projetos de Decreto Legislativo, que podem ser apreciados em plenário em sessão na tarde de amanhã. Caso o PDL seja aprovado com apoio de 27 dos 40 deputados estaduais, a denúncia será admitida e encaminhada para julgamento, por parte da comissão julgadora formada por deputados e desembargadores.
A definição dos integrantes da comissão julgadora será feita em até cinco dias contados a partir do envio da denúncia ao presidente do TJ-SC, Ricardo Roesler. A julgar pelos encaminhamentos, o atual governo pode não chegar a outubro.

