Desde que a investigação sobre a compra de respiradores foi enviada para à Procuradoria Geral da República, em junho, havia expectativa de “visita” da Polícia Federal à Casa da Agronômica e ao Centro Administrativo. Isso porque, a partir daí o Governador Carlos Moisés, do PSL. passou a investigado no caso já que havia referência ao nome dele nas investigações realizadas em Santa Catarina.
A operação foi deflagrada nesta manhã pela Polícia Federal e Ministério Público Federal. Foram cinco mandados de busca contra o Governador Moisés e outros dois ex-integrantes do Governo. O caso em tela é a compra de respiradores no valor de R$33 milhões com pagamento antecipado e sem o recebimento dos equipamentos.
Em todo esse cenário, a questão que se levanta agora é se o ato de hoje pode influenciar em possível renúncia do Governador ao cargo. Essa hipótese ronda os bastidores desde a última semana em razão do processo de impeachment que está em estado adiantado na Assembleia.
Esse pedido especificamente não envolve os respiradores mas há um segundo, cuja comissão já está formada, que trata do tema.
No cenário, a se avaliar também a posição da vice-governadora Daniela Reinher já que se o propósito da renúncia for evitar uma eleição indireta, a saída somente de Moisés não alcançaria o efeito desejado.




