A Afasc só será notificada oficialmente sobre a Assembleia que definiu por greve dos professores na próxima segunda-feira , 4 de maio. “A Comissão de greve se reuniu e avaliou que o feriado na sexta-feira poderia prejudicar o movimento”, justificou José Argente Filho, presidente do Sindicato do Trabalhadores dos Estabelecimentos em Ensino do Sul de Santa Catarina.
Após a entrega, explica o presidente, serão 72 horas para que representantes da Afasc possam tentar evitar a paralisação.
O impasse entre professores e a diretoria da Afasc, que atende a mais de 6 mil crianças em Criciúma, é quanto ao pagamento do piso salarial nacional do magistério, a categoria, firmado em lei no início deste ano no valor de R$ 5.130,63.
Ocorre que a lei seria válida somente para professores de ensino público. A prefeitura ofereceu reajuste de 3,3% e depois mais 2%, somando 3,2%. Em Assembleia, a categoria não aprovou o reajuste e optou pela paralisação.
O presidente do Sindicato explica que a lei do piso é destinada a professores do ensino público. “Os professores da Afasc são contratados por CLT e são particulares. A prefeitura compra as vagas da Afasc. O piso foi criado para professores do Ensino Público”, resume . O Sindicato que José Argente Filho representa professores e auxiliares de escolas particulares da região sul.
Em razão do impasse referente ao pagamento ou não do piso, há tendência que o movimento grevista possa ser judicializado.
“Caso isso vá para a justiça, se o juiz considerar a greve legal e determinar que seja pago o piso, a Afasc terá que cumprir. Mas, se a justiça disser que professores não têm direito será um estrago para nós. Porque aí perdemos nossa referência e isso prejudica futuras negociações, avalia o presidente do Sindicato.


