Greve na AFASC: A distribuição de kits de alimentos e a revisão no modelo de Educação Infantil, as providências do prefeito Vaguinho - Karina Manarin

Greve na AFASC: A distribuição de kits de alimentos e a revisão no modelo de Educação Infantil, as providências do prefeito Vaguinho

A greve dos professores da AFASC entra em seu terceiro dia nesta quinta-feira (14), com esforços da prefeitura para tentar manter o mínimo atendimento às crianças nos 40 Centros de Educação Infantil na cidade de Criciúma.

O prefeito Vagner Espíndola, o Vaguinho (PSD), determinou que a AFASC permita aos pais a retirada de alimentos.

A principal questão é a vulnerabilidade social e até a tarde desta quarta-feira (13), quase mil kits foram distribuídos, confirmando a necessidade das famílias. Os kits contém arroz, feijão, macarrão, leite em pó, frutas e verduras.

Dos 40 CEIs que atendem cerca de 6 mil crianças entre três meses e cinco anos e oito meses em Criciúma, desde o início da greve, dois funcionaram com 100% da capacidade e 23 parcialmente.

A paralisação na AFASC é um problema grave que compromete o atendimento não somente da educação infantil, mas de famílias em vulnerabilidade social, e também os  pais ou responsáveis, que necessitam de um lugar seguro para deixar os filhos enquanto trabalham.

A AFASC é uma empresa contratada pela prefeitura para prestar os serviços e celeuma que  se criou em razão da reivindicação do piso nacional dos professores, foi o estopim para a greve.

Não há dúvidas sobre o direito dos professores ou de qualquer outra categoria de procurar melhores salários, do contrário, é legítimo.

Ocorre no entanto que no caso em questão existem dois fatores principais em pauta: o aumento corresponderia a 63%, e por questões orçamentárias torna-se inviável, e a lei do piso nacional, que determina o pagamento para professores da rede pública, ou seja, concursados, o que não se aplicaria à AFASC.

Em meio a sua primeira crise na administração, o prefeito Vaguinho faz o papel para o qual foi eleito: buscar soluções. Entre elas está não somente a distribuição dos kits de alimentação.

Ele montou uma equipe para estudar o que pode ser feito, o mais rápido possível para garantir o retorno dos trabalhos na AFASC. E neste cenário, acalenta uma certeza: o modelo precisa ser reformulado.

O contrato para a Educação Infantil com a AFASC termina em dezembro e  um novo credenciamento será aberto para a prestação dos serviços.

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