Fim da escala 6x1, uma questão política; Primeiro processo no TRE; Iniciativa pioneira; o voo dos tucanos - Karina Manarin

Fim da escala 6×1, uma questão política; Primeiro processo no TRE; Iniciativa pioneira; o voo dos tucanos

O assunto da eleição

A votação da redução da escala 6×1 não é só o assunto da semana. Na verdade é o assunto da eleição. O discurso muda: de picanha para menos trabalho e mais salário mas o significado é o mesmo: voto. E contra a pressão popular, poucos resistem diante do que colocam como convicções. Com média salarial de R$ 3500,00 e escala 6×1, a maioria dos brasileiros  não tem sequer tempo para raciocinar sobre redução de postos de trabalho ou possível falência de quem empreende e paga (muito) imposto. O trabalhador só presta atenção na frase: você vai trabalhar menos e continuar recebendo o mesmo salário ( ou quem sabe mais). Uma frase que quando “viraliza” passa como tsunami por cima de quem tenta levantar questões relevantes. O empreendedor de médio e pequeno porte amarga a carga tributária sem redução. O trabalhador continua esperando a picanha e agrega às suas esperanças menos horas de serviço com salário para sobreviver.  O restante fica para depois da eleição…

Manteve o posicionamento

Entre os deputados de Santa Catarina, talvez quem mais tenha sofrido desgaste nessa batalha da escala 6×1 tenha sido a deputada federal Júlia Zanatta (PL). Ela literalmente entrou na briga, sendo destratada por manifestantes que faziam plantão nesta quarta-feira (27), na Câmara dos Deputados. Mesmo diante do desgaste e de ser apelidada de “inimiga do trabalhador”, a deputada manteve seu posicionamento do início ao fim: votou contra tanto na Comissão Especial para tratar do assunto como em plenário.

PL com PT

O PT tem somente dois dos 16 deputados federais que representam Santa Catarina: Ana Paula Lima e Pedro Uczai. Os dois tiveram uma “ajudinha” de deputados do PL e do Republicanos. Ismael dos Santos (PL) e Jorge Goetten (Republicanos), votaram a favor da aprovação da proposta do 5×1.

Derrota

A votação da redução da escala 6X1 foi uma derrota acachapante para a oposição na Câmara dos Deputados, ainda mais quando nasceu de Erika Hilton (PSOL), que incitou manifestações acerca do tema, apresentou projeto para que a escala fosse 4×3 e instigou o governo Lula a apresentar proposta no congresso. Tanto Erika quanto Lula levam vantagem eleitoral no processo.

Processo no TRE

O primeiro processo no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina referente ao pleito eleitoral deste ano foi originado com base em evento que aconteceu em Criciúma. O Partido Missão entrou com Representação contra o governador Jorginho Mello, pré-candidato à reeleição pelo PL, por suposta propaganda eleitoral antecipada. O motivo foi a participação dele no Circuito Universidade Gratuita, em Criciúma. O circuito foi realizado pela Acafe, em várias universidades de Santa Catarina e Jorginho participou por ocasião de sua agenda no sul na última semana, da edição na Unesc.

O motivo

A ação cita falas da reitoria da Unesc atribuindo o programa a um “sonho” de Jorginho Mello e destaca um trecho do discurso do governador em que ele afirma ter tido a oportunidade de “proporcionar” o benefício aos estudantes (vídeo) . Para o partido Missão, houve autopromoção e associação indevida de um programa estadual à imagem pessoal do governador. O Missão tem Marcelo Brigadeiro como pré-candidato ao governo de Santa catarina nas eleições deste ano.

Os ônibus

Nesta semana, 15 ônibus do Consórcio Cribus foram recolhidos e retirados de circulação pode decisão judicial, em razão de não pagamento de financiamentos. O prefeito Vagner Espíndola, o Vaguinho (PSD), anunciou nesta quinta-feira que adotou medida preventiva para assegurar a continuidade do transporte coletivo urbano. A providência consiste na antecipação de valores já previstos no contrato de concessão e foi tomada após solicitação formal das empresas responsáveis pela operação, manifestação favorável da Agência Intermunicipal de Regulação de Serviços Públicos (AGIR) e análise técnica e jurídica do Município.

Provas

A cidade de Criciúma aliás, passa por situações negativas nos últimos dias. Da greve da Afasc, passando por problemas com o transporte coletivo e ameaça de paralisação no Hospital Santa Catarina. O Hospital está sob o comando do governo do estado e o problema é a transição da administração, ocasionado atrasos  de pagamentos, insegurança trabalhista e progressiva redução das equipes assistenciais, especialmente de enfermagem e apoio técnico. O materno Infantil presta assistência materno-infantil de media e alta complexidade , com mais de 500 internações e atendimento de cerca de 5 mil crianças e gestantes por mês.

Ameaça de paralisação

A situação do Hospital Infantil Santa Catarina foi incluída na pauta da bancada de deputados do Sul, em sessão itinerante da Alesc nesta quarta-feira em Araranguá. Os deputados, sob o comando de Rodrigo Minotto (PDT), pressionaram o Secretário estadual de Saúde, Diogo DeMarchi, por uma solução para o problema.

Deputados da bancada do Sul se reuniram na manhã desta quarta-feira

Pioneiro

Iniciativa pioneira no Brasil, as bancadas Regionais da Alesc reúnem deputados de diferentes partidos e correntes ideológicas na busca de soluções para problemas enfrentados por cada uma das seis macrorregiões catarinenses. Em 2024, com aprovação de uma emenda à Constituição Estadual, foram garantidos também recursos para as bancadas destinarem às regiões.

Voo dos Tucanos

O presidente estadual do PSDB, deputado estadual Marcos Vieira, é pré-candidato à reeleição neste ano e busca nomes para compor a nominata do partido. Nesta semana esteve em Sombrio, no lançamento da pré-campanha a deputado estadual do vereador Jucemar Custódio, o Bujão, mas trabalha nomes em Içara e Nova Veneza.

Lançamento da pré-candidatura do vereador Bujão aconteceu em Sombrio

Rua Coberta

A Rua Coberta, no centro de Criciúma, foi assunto de Audiência Pública da Câmara de Vereadores na noite desta quarta-feira (27). A proposta foi do vereador Luiz Fontana e o encaminhamento é que o o primeiro passo será a legalização dos espaços existentes. Na sequência, o Poder Público deverá avançar nas melhorias estruturais da Rua Coberta, além da criação de um modelo de governança para o local.

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