CPI Covid: Em nota, Jorginho Mello ataca diretamente o Governador Moisés - Karina Manarin
CPI Covid: Em nota, Jorginho Mello ataca diretamente o Governador Moisés

CPI Covid: Em nota, Jorginho Mello ataca diretamente o Governador Moisés

O senador Jorginho Mello, do PL, emitiu nota sobre a convocação do Governador Carlos Moisés da Silva para depor na CPI da Covid-19. No texto, ataca diretamente o governador de Santa Catarina, lembrando do episódio dos R$33 milhões e responde diretamente a nota publicada ontem pelo Governo do Estado classificando a atitude da convocação como “oportunista”. “Por fim, oportunismo é usar o arquivamento do processo de impeachment como chancela de boa gestão, quando na verdade ninguém foi responsabilizado pelo ato criminoso e os R$ 33 milhões continuam desaparecidos”, diz um trecho da nota.

Jorginho Mello também garante que não foi através de requerimento dele que o governador foi convocado, apesar de a própria assessoria do Governador ter divulgado nesta semana ser dele a autoria do requerimento que solicitava o depoimento de Moisés, o ex-secretário da Saúde Helton Zeferino, ex-secretário da Casa Civil e a servidora Márcia Pauli.

Questionada sobre o assunto, a assessoria do Governador informou que ele havia entrado com requerimento mas houve uma série de adaptações e acordos na quarta-feira, antes da sessão da CPI, e sobressaiu o requerimento do senador Alesssandor Vieira, do Cidadania. A convocação é para o Governador Moisés e a vice, Daniela Reinher. 

 O episódio da convocação de Moisés para depor na CPI sem dúvidas aumenta o abismo entre o senador Jorginho Mello e o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés. E acirra os ânimos entre ambos.

Confira a nota na íntegra:

 Sobre a convocação de governadores na CPI da Covid:

 A convocação do governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, para depor na CPI da Covid é fruto de um requerimento do senador Alessandro Vieira (Cidadania – SE), aprovado por consenso na sessão de hoje. A lista de governadores convocados segue o seguinte critério: serão ouvidos TODOS os que são ou foram alvos de operações da Polícia Federal que apuram possíveis desvios de verbas no combate ao Covid-19. 

 No caso do governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, não se discute a origem dos R$ 33 milhões que sumiram na compra de respiradores fantasmas. A partir desse episódio lamentável e inconcluso, já que ninguém foi responsabilizado até agora, a CPI da Covid avaliará a aplicação dos recursos federais transferidos diretamente ao Estado para o combate ao COVID. Ou seja, investigará, no TODO, eventuais utilizações indevidas de dinheiro público.

 Por fim, oportunismo é usar o arquivamento do processo de impeachment como chancela de boa gestão, quando na verdade ninguém foi responsabilizado pelo ato criminoso e os R$ 33 milhões continuam desaparecidos. E isso está longe de ser um factoide

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