Não é novidade para ninguém que o coronavírus é desconhecido, desafia-nos no controle e por isso, não há fórmula perfeita nem comprovada para o combate.
Como se trata de contágio, as armas que podemos usar no momento são os cuidados como o distanciamento e uso de máscaras, além de lavar as mãos e utilizar álcool em gel até que uma vacina possa ser finalmente descoberta.
Dizem que chegamos a fase crítica e o sinal disso são os leitos de hospitais lotados. Diante deste cenário, a justiça negou ontem um pedido de liminar de um homem de Criciúma, para que pudesse circular “livremente”, sem máscaras.
O juiz Pedro Aujor Furtado Junior, em brilhante despacho, chamou atenção pelas palavras. “ Fosse o impetrante o último e único indivíduo morador de Criciúma (ou afinal, o último do planeta, uma vez que se trata de pandemia e como o próprio nome sugere, trata-se de uma epidemia global), não haveria o menor problema em circular livremente, sem máscara e ficasse exposto ao Covid-19, por sua livre e espontânea vontade, uma vez que não transmitiria seus males para quem quer que seja. Mas não é esta a realidade”, escreveu Aujor em uma parte da decisão que negou a liminar.
Não encontrei até o momento, ninguém que goste de usar a máscara. É um acessório desconfortável e que nunca imaginávamos fazer parte obrigatoriamente do traje diário, como nossas roupas.
A minha liberdade no entanto, como diz o Juiz em outro trecho do despacho, encontra-se no limite da liberdade de outrem.
Nos resta então parabenizar o juiz Pedro Aujor pela coragem de além de levar em consideração em seu ofício o que determina a lei, mostrar um pouco de humanidade que a tantos falta em tempos difíceis.
Ontem foram confirmadas em Criciúma cinco mortes, sendo três de Criciúma e duas de outros municípios.

