Na última sexta-feira (8), durante sua agenda pela região sul, onde iniciou sua pré-campanha para o governo de Santa Catarina, o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues, concedeu entrevista ao blog.
Em sua fala, destacou a mobilização dos partidos, avaliou números da pesquisa que havia sido publicada e avaliou algumas ações do governador Jorginho Mello, seu principal adversário. Ao ser questionado sobre a possibilidade de mais uma “onda” nas eleições deste ano em Santa Catarina, Rodrigues afirmou que ele sempre teve o mesmo posicionamento, com ideias de direita e apelidou Jorginho Mello de “sabor direita”ao citar que o atual governador de Santa Catarina já esteve com Dilma Roussef.
Mesmo assim, enfatizou que pretende discutir gestão e quem pode fazer mais pelo estado.
Veja a entrevista:
Avaliação dessa agenda no sul, onde o sr deu o pontapé na pré-campanha para o governo de Santa Catarina.
Avaliação positiva. Primeiro pra arrumar a casa aproximar os partidos aliados , colocar a militância na rua. Ontem (quinta-feira) próximo de mil pessoas estiveram em Araranguá, todos líderes, vereadores, suplentes , militantes dos mais diversos partidos. Então começou a operação da coligação A receptividade na rua é ótima.
Nesta semana, foi publicada uma pesquisa onde o governador Jorginho Mello, seu principal adversário, aparece com 54% das intenções de voto e o sr com 18% e o pré-candidato do PSB, Gelson Merísio com sete. Como o sr avalia esses números nesse período de pré-campanha?
Primeiro são números questionáveis mas eu não entro no debate. Porque primeiro, vamos lá: No pior cenário histórico, o PT sempre faz 15 a 17%. Já vamos ter esse número na tabela. Na eleição passada O Jorginho fez 39 no primeiro turno e 70% no segundo. Mas supomos que esteja de fato os números que estão aí. Nós, no mesmo instituto há 30 dias era 24%. Aí do nada, um movimento de campanha e aparece nessa marcando 17%. Um pouco estranho, mas mesmo assim eu levo ainda como verdadeiro. O que eu percebo, nós vamos começar a campanha agora ou as pessoas vão começar a me ouvir e agora as pessoas começaram a ouvir e ver os erros do governo. As entregas que não aconteceram, evento, evento, evento mas a obra não chega. Exemplo esse daqui de Criciúma. Vai vim pela terceira vez fazer um outro evento para de convênio que ele já anunciou no segundo ano de mandato. Mas cadê a obra? Então as pessoas começaram a perceber o que nós estamos alertando.
A sua maior expectativa é quanto aos debates?
É quanto a tudo. Campanha, corpo a copo , rede social… O debate vai ser importante, Mas dentro do debate eu acho que nós vamos estar com o time na rua, porque aí não sou só eu, são os demais adversários que vão falar. O governador vai ter que começar a falar para os prefeitos porque que não entregou todas as obras prometidas. O que que ele parou as obras do Moises né? Ele vai ter que dizer isso pra Araranguá, porque que ele tirou a ponte de uma obra que já tava começada. Tem que dizer pra Laguna porque ele suspendeu a obra da ponte que já tava Licitado? Os erros da Universidade Gratuita, os equívocos da universidade gratuita.
Que tipo de equívoco?
Primeiro é um programa que não funciona. Tá aí o Ministério Público já apontou. Boa parte dos que estão sendo beneficiados são famílias que têm condições de pagamento. E boa parte dos que precisam não tiveram acesso inclusive estão no Serasa. Aí é um projeto que não é na sua essência para atender o pobre. E há aí um grande erro e um grande erra que ele poderia ampliar o artigo 170 e até dar o nome do Universidade Gratuita. Mas ele anunciou na campanha dele que seria pra todos. Era todos, todos. Depois ele mudou e agora o Tribunal de Contas fez as observações. Então nós temos um problema grave no Universidade Gratuita. As escolas ele demorou três anos pra poder colocar ar-condicionado. As tragédias nas escolas que nós tivemos aqui em Santa Catarina ele demorou três anos para colocar Câmera de segurança. A segurança pública diminuiu de tamanho. O Estado que é o líder em feminicídio no Brasil que ele propaga que é o Estado mais seguro. Então são os problemas a estrada boa rural não tem um metro de asfalto feito já vai suspender porque não tem prazo legal pra executar; a saúde anunciou como a melhor do Brasil está um caos. Agora nós vamos falar de problemas. Um governador que rompe sua relação institucional com o Governo Federal e não discute os problemas federais em Santa Catarina. Quem perdeu foi o Estado. Então esses debates nós vamos fazer durante a campanha e vamos começar a mostrar. Então a verdade vai ser divulgada na campanha para que pessoas perceberam que é um governo Fake News.
O senhor falou numa entrevista na Rádio Eldorado, que o senhor chegou a ser convidado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro pra ser candidato ao Senado na chapa encabeçada pelo governador Jorginho Mello. Como foi isso?
Foi em 2023. lá em Chapecó. Mas eu disse ao presidente que era muito cedo, que esse assunto teria que ser tratado mais na frente. Então eu fui convidado pelo próprio Jorginho pra participar da chapa majoritária dele. Eu não o considero como péssimo governador. Não é isso que eu trabalho. É porque nós temos que ter um projeto alternativo e que pode fazer muito mais pelo estado. Se eu tivesse aceitado quem sabe eu teria sido desprezado como foi o Esperidião, como foi o MDB, porque ele acabou fechando uma chapa pura, porque ele entende que a logomarca PL é mais importante do que história do Estado, a vontade catarinense. Eles te fecharam numa bolha. Eles acabaram fazendo um projeto lacrador ,de rede social.
Mas o sr considera que essa eleição também vai ter uma onda como as outras?
Eu considero que Santa Catarina não. Porque aqui tem candidatos de direita eu e ele. Porém uma direita raiz e e uma direita fake news. Ele era esquerda, todo mundo sabe. Não tem como negar que ele estava com a Dilma. Depois ele virou sabor direita. O Merísio era direita, agora virou esquerda. Quem é que tá onde sempre esteve? Eu. Então no ideológico, aí eu me posiciono. Mas eu quero discutir capacidade de gestão. Quem pode fazer melhor por Santa Catarina.



