Adriano Silva renunciou a maior prefeitura de Santa Catarina em abril para fazer parte do projeto de reeleição do governador Jorginho Mello como pré-candidato à vice-governador. Nesta quinta-feira(18), ele cumpriu agenda em Criciúma e concedeu entrevista ao blog.

Adriano Silva é pré-candidato a vice na chapa de Jorginho Mello
Em sua fala, avaliou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi induzido ao erro ao defender o vereador cassado em Joinville, Cleiton Profeta.”Na verdade o que ocorreu foi uma cassação de um processo legítimo de quebra de decoro dentro da Câmara de Vereadores com a grande maioria dos vereadores como testemunha”, pontuou.
Adriano Silva também reforçou que a parceria com o governador Jorginho Mello continua firme e a passos largos e enfatizou que não acredita que as falas de Eduardo Bolsonaro possam prejudicar a união do PL com o Novo.
Na entrevista, Silva admitiu a importância do PL também para que o Novo alcance a cláusula de barreira e projetou que o partido possa eleger dois deputados federais e pelo menos três estaduais nas eleições deste ano.
Leia a entrevista na íntegra:
Primeiro gostaria de uma avaliação desse seu roteiro no sul, senhor começou aqui na terça-feira certo?
Olha tá sendo maravilhoso passamos por Araranguá, Içara, passamos em Braço do Norte e agora aqui em Criciuma, São Ludgero, enfim é muito positivo essa minha passagem a gente vê o empreendedorismo acontecendo, áreas que estão se desenvolvendo e com certeza são áreas que ainda precisam de um olhar para que a gente possa fomentar ainda mais o desenvolvimento econômico para isso requer olhares de infraestrutura, olhares aí que podem ajudar o que o governador Jorginho Melo vem fazendo muito, trazendo o municipalismo na sua visão, então isso é um dos pontos que eu gostei muito atuando como prefeito de Joinville eu vi ele se preocupando em ajudar as cidades em desenvolver projetos de infraestrutura que ajudassem a economia local. E isso eu tenho percebido que tem acontecido e com certeza vai trazer grandes resultados no futuro.
Essa é uma bandeira que o senhor quer levar pra campanha então?
Com certeza eu acredito e defendo o municipalismo. Quanto mais poder os municípios tiverem melhor será a qualidade de vida do cidadão. Hoje lamentavelmente o Brasil, ele deixa muito pouco recurso nos municípios apenas 14% da arrecadação chega às mãos dos prefeitos e na prática são os prefeitos que são os responsáveis pela maioria da aplicação dos serviços públicos. Então é um contrassenso do que acontece hoje. E quando você tem um governador disposto a uma política municipalista ele consegue ajudar a desbloquear e fazer obras que muitas vezes os prefeitos e prefeituras não têm condições de executar por recursos próprios.
Como é que faz pra mudar essa realidade?
Precisa ser discutido no Congresso Nacional o novo Pacto Federativo. Lamentavelmente após o governo Fernando Henrique Cardoso houve uma concentração dos recursos em Brasília, e isso vem hoje pulverizado através de emendas parlamentares. E as emendas parlamentares são bem-vindas, porém se elas nunca tivessem saído dos municípios seriam melhor utilizadas. Porque uma emenda parlamentar ela é imprevisível e muitas vezes ela não é suficiente para custear uma obra de infraestrutura de grande porte. Então as prefeituras acabam vivendo de recursos pontuais e muitas vezes insuficientes para execução. Então quando o governo do Estado ele faz esse trabalho ele ajuda muito mas também tem seu limite então na prática o que a gente precisa é um novo Pacto Federativo e isso se muda no Congresso Nacional.
O sr fala em Congresso Nacional. O partido Novo hoje de Santa Catarina tem um deputado federal um deputado estadual. Como é que vocês trabalham pra nessa eleição aumentar esse número?
Nós já temos uma nominata muito bem montada. Aqui em Criciúma e na região sul nós temos aqui o Ricardo Oliveira nosso pré-candidato a deputado federal pela região e nossa pré-candidata Michele a deputada estadual também pela região aqui de Criciúma. E hoje você bem falou nós temos um deputado federal e um deputado estadual e as nominatas para federal no mínimo teremos dois então é muito tranquilo na região conseguir ter o seu representante no Congresso Nacional. Porque nós não temos nenhum outro medalhão que eu digo né que é um político em reeleição. Todos os outros estão no mesmo nível de busca de votos e de conhecimento então é um nível que todos podem brigar por essa segunda vaga. E na Assembleia Legislativa nós temos apenas um, e hoje a nominata tá montada pra três a quatro representantes o que também dá uma boa condição pra região também ter seu representante.
No geral, o partido Novo na outra eleição ele não conseguiu atingir a cláusula de barreira como é que tá essa expectativa pra esse ano?
Esse ano estamos trabalhando muito e esse é o principal desafio do Partido Novo: ultrapassar a cláusula de barreira para o Novo se firmar e é fundamental que isso ocorra pela direita do Brasil. Porque não adianta a direita querer crescer com apenas um partido forte. A direita ela precisa ter mais partidos. Quanto mais partidos de direita mais formação de novas lideranças teremos para estar no Congresso Nacional e no Senado Federal. Então isso é fundamental ocorrer. Então o Partido Novo está organizado pelas nossas matemáticas nós vamos ultrapassar esse ano sim a cláusula e de fato daí consagrar o Novo como um partido que está sustentado e que tem condições de continuar crescendo com bons resultados.
O senhor considera que para atingir essa cláusula a parceria com o PL ela também é fundamental?
Foi fundamental. Aqui em Santa Catarina nós estamos indo ao encontro do que é a cultura catarinense. O catarinense na sua grande maioria defende muitas vezes até sem saber um governo de direita porque quando defende empreendedorismo, quando defende a geração de emprego, quando defende a liberdade individual para ser criativo desenvolver seu negócio, isso são projetos de direita menos, burocracia. E aí quando dois partidos de direita se unem para um projeto único, nós estamos dando até um recado para o próprio Brasil de que a direita ela tem que estar unida em mais projetos não só em um partido mas mais projetos de direita isso já está ocorrendo no Rio Grande do Sul, PL e Novo Estão juntos no Rio Grande do Sul e PL Novo estão juntos também no Paraná.
O NOVO sofreu algumas críticas quanto a essas alianças que inclusive foram ameaçadas entre aspas, pelo próprio filho do ex-presidente Jair Bolsonaro Eduardo Bolsonaro. Como é que o senhor avalia isso? Pode essa crítica do Eduardo Bolsonaro ela pode daqui a pouco prejudicar essa coligação?
Eu acredito que não. A coligação ela está muito fortalecida no estado Santa Catarina eu e o governador Jorginho Melo nós temos uma relação desde quando ela era senador e eu era prefeito recém-eleito e ele sempre teve esse olhar de ajudar os municípios e aonde ele conquistou a minha confiança e o trabalho. Então nós de fato nós estamos alinhados com o mesmo propósito de continuar ajudando Santa Santa Catarina a se desenvolver, a manter o Estado seguro, a fazer com que a educação de Santa Catarina seja cada vez melhor e de ponta. Então nós estamos alinhados nisso. As críticas ocorrem muitas vezes pela falta de informação do que realmente está acontecendo e quais são os reais bastidores. Lamentavelmente possivelmente ele foi induzido a essas informações quando se soubesse das informações reais ele com certeza não estaria defendendo o vereador ,que veio essa defesa porque esse vereador acabou cometendo um crime para um idoso dentro da Câmara de vereadores e na frente de outros 16 vereadores como testemunha. Então na verdade o que ocorreu foi uma cassação de um processo legítimo de quebra de decoro dentro da Câmara de Vereadores com a grande maioria dos vereadores como testemunha.
Essa questão de essa questão do senhor ser o vice do governador Jorginho Melo o senhor teve convite também do PSD, chegou a conversar com o PSD. Jorginho Melo também o convidou , e o senhor definiu por estar com Jorginho Melo. Em que momento o senhor definiu isso e por que?
Bom, a história é um pouquinho diferente nessa cronologia. Eu estava decidido a ficar como prefeito da cidade de Joinville até meu nome sair numa pesquisa e quando meu nome apareceu com 8,5 por cento e logo depois de uma nova pesquisa colocou meu nome com 10 por cento. A cobrança começou a vir do próprio Partido Novo para que eu tomasse uma decisão em deixar a Prefeitura de Joinville e concorrer a governo do estado. Mas eu não gostaria justamente pela relação pessoal que eu tenho com o governador Jorginho Melo e pela admiração que eu tenho do governo que ele vem executando. Final de novembro e início de dezembro eu recebi uma visita do João Rodrigues prefeito eu prefeito, nós dois colegas nós tínhamos já trocado várias ideias e nós sempre fomos e nos respeitamos muito e ele fez o convite pra que eu saísse a governador pelo novo e ele saísse pelo PSD e na frente nós nos uníssemos em um só projeto aquele que tivesse mais fortes sairia governador e o outro a vice. E eu à época comentei que eu não me sentia nada confortável com essa situação até porque a minha coerência pessoal não me deixava eu seguir numa raia separada daquilo que eu acreditava até então que o governador Jorginho Melo era parceiro. Inclusive eu falei olha se você tivesse sendo o governador atual e fazendo o que ele fez por Joinville eu também não estaria agora numa raia separada. E eu saí para o final do ano dezembro e janeiro com a definição de ficar prefeito e foi quando então em janeiro recebi a ligação do governador Jorginho Melo fazendo a proposta para eu sair como vice. Eu levei essa ideia então pro partido Novo dizendo olha, eu gostaria de ficar prefeito mas existe essa possibilidade como vice, se isso fizer sentido ao partido isso faz sentido para mim também, eu me somar ao projeto do governador. E aí o Partido Novo decidiu então pela união e a gente segue com esse trabalho conjunto.





