E como ficaria Santa Catarina?
Circulou no fim de semana a informação sobre possível “Plano B”do PL, que consistiria na possibilidade de, em caso da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro naufragar em razão das questões envolvendo Vorcaro, indicar Michele Bolsonaro como vice para um nome que represente a direita. Fala-se no nome da ex-ministra da Agricultura do governo de Jair Bolsonaro, Tereza Cristina (PP) ou de Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência pelo PSD. Trata-se de uma informação de bastidores, não confirmada e rechaçada por bolsonaristas. Mas, como ela circulou, não poderia deixar de imaginar como ficaria o cenário em Santa Catarina. Isso porque, no estado, os dois principais candidatos são do PL , o governador Jorginho Mello e do PSD, o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues. Em meio a troca de farpas já iniciada, dificilmente haveria união dos dois que já protagonizam a cena eleitoral no estado. A quase certeza primeira que se teria é que eventual chapa PP com PL ou PSD com PL teria dois palanques em Santa Catarina.
Nuvem
Neste cenário hipotético e escrevemos sob hipótese justamente porque não se pode duvidar das voltas que a política dá ( já diria Magalhães Pinto: é como nuvem), o governador Jorginho Mello talvez tivesse que puxar o freio de arrumação. Isso porque, ele apostou todas as fichas em uma nova onda com o sobrenome Bolsonaro para sua reeleição. Tanto que fez uma chapa quase pura, com exceção do Novo, que compõe como vice.
Elevou o tom
Por falar em Novo, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à presidência pelo Novo, continua apostando no distanciamento do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro., nesta segunda-feira (25), ele subiu o tom ao comentar o cenário eleitoral nacional e as últimas pesquisas. Disse que “quem vota em Flávio está ajudando a eleger o Lula”.
Discurso
O problema nesse caso é que ele mesmo aparece com cerca de 5% e, pelo menos por ora, não teria qualquer condição de enfrentar e “tirar o PT” , objetivo maior anunciado pela direita. O mineirinho, que começou bem, demonstrando coragem ao anunciar mudanças para o STF e denunciar inconsistências dos ministros mas pode errar a mão caso não contenha o discurso.
Mudança
O partido União Brasil teve mudança de comando em Criciúma. O presidente da sigla, ex-vereador Pastor Jair Alexandre, foi destituído pela Executiva Estadual e em seu lugar fica o suplente de vereador Paulo da Farmácia. A troca aconteceu em razão dos ajustes para o pleito eleitoral deste ano.
Sobre o cenário
Ocorre que o vereador Pastor Jair Alexandre filiou-se ao União Brasil pelas mãos do também pastor, deputado estadual Jair Miotto . Alexandre ocupou inclusive função no gabinete do deputado que em meio as construções para as eleições deste ano, optou por filiar-se ao PL, que tem Jorginho Mello com o pré-candidato à reeleição. O União Brasil, que forma uma federação com o PP, deve estar com o pré-candidato ao governo pelo PSD, João Rodrigues.
De volta
Questionado pelo blog sobre o assunto, Jair Alexandre adiantou que deve se filiar novamente ao PL através do diretório de Florianópolis e comentou : “Já não havia ambiente para eu permanecer no União Brasil”, adiantando que trabalhará na campanha de Jair Miotto à reeleição para deputado estadual e Fernando Cordeiro, vereador mais votado de Chapecó e pré-candidato à deputado federal nas eleições deste ano.

Os grupos
Quem circulou em festas e eventos no fim de semana em Criciúma conseguiu perceber a diferença na formação de grupos em relação a 2024. A deputada federal Geovânia de Sá, pré-candidata à reeleição pelo Republicanos apareceu mais próxima de Acélio Casagrande, pré-candidato a deputado estadual pelo mesmo partido . Em 2024,Geovânia fazia parte do “time”que elegeu Vaguinho para a prefeitura e Acélio foi vice de Ricardo Guidi, o principal adversário de Vaguinho em disputa acirrada pelo comando do executivo na cidade.

O mesmo
Por outro lado, o ex-prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, pré-candidato a deputado estadual, circulou com o mesmo time de 2024, que inclui vereadores do PSD, o presidente do partido na cidade, Salésio Lima, o ex-secretário Arleu da Silveira e os atuais secretários municipais de Saúde, Deivid Freitas e de Educação, Geovana Benedet Zanette.

Com ex-prefeitos
A prefeita de Urussanga, Stela Talamini, recebeu demonstrações de apoio de lideranças históricas do MDB na cidade à sua administração. Foi durante confraternização de aniversário, onde esteve com os ex-prefeitos Vânio Piacentini, Vanderlei Rosso e Johnny Felippe.



