A possibilidade de greve dos cerca de 380 trabalhadores do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), em Criciúma, foi descartada nesta sexta-feira (29).
A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde Criciúma), Cleber Ricardo da Silva Cândido.

Segundo o dirigente sindical, a Justiça determinou o bloqueio dos valores que deveriam ter sido repassados ao Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), garantindo os recursos destinados ao pagamento dos salários e das verbas rescisórias dos trabalhadores.
“O prazo para o pagamento dos salários é até o quinto dia útil de junho e as rescisões estão programadas para o dia 16 de junho. O Sindicato adotou todas as medidas burocráticas e jurídicas necessárias para assegurar que os recursos estejam garantidos para o pagamento dos créditos trabalhistas dos funcionários do hospital”, destacou Cleber.
Outro ponto que gerava preocupação entre os trabalhadores era a possibilidade de recontratação pela nova gestora com salários e benefícios inferiores aos atualmente praticados. De acordo com o presidente do Sindisaúde, a situação foi resolvida com a intermediação do Governo do Estado.
A assembleia marcada para esta sexta-feira, às 13h30, no Hospital Materno Infantil Santa Catarina, foi mantida .
O encontro tem como objetivo esclarecer dúvidas dos trabalhadores sobre a transição da gestão e os procedimentos relacionados às rescisões e novas contratações.
Conforme o Sindisaúde Criciúma, todos os trabalhadores que desejarem permanecer atuando no hospital serão contratados pela nova administradora da unidade, a Irmandade Santa Santa Casa da Misericórdia de São Bernardo do Campo ( SBCampo), que assume a gestão do HMISC a partir de 1º de junho.


