O deputado estadual Sargento Lima, do PSL, recebeu nesta tarde notificação extrajudicial pedindo sua expulsão do partido. O documento baseia-se em três posicionamentos dele: que os governos estaduais (atual e anteriores) olham para Joinville apenas como município arrecadador; que cobrou do governador Carlos Moisés o repasse de recurso previsto em convênio ao Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville; e um outdoor em que Lima e seu colega Kennedy Nunes pedem ações para o município.
“Na notificação, encontrei acusações de não votar em propostas do Executivo, fácil de comprovar o contrário. Sou acusado de defender as regiões da Amplanorte e a Amunesc. Gozo de imunidade parlamentar, que garante o direito à livre expressão, isso sem destacar a minha obrigação constitucional de fiscalizar o Executivo”, rebateu.
O deputado também enumera uma série de posicionamentos que mostram seu alinhamento com as diretrizes partidárias e com proposições do governador Moisés. Na discussão sobre redistribuir o duodécimo entre os poderes, o deputado ficou sozinho na defesa da matéria, sendo que até o líder do governo votou contra.
A respeito da relação com o PSL, como líder da bancada, o deputado alega que o estatuto nacional do PSL prevê a sua participação na Executiva, e jamais recebeu qualquer convite para participar de reuniões.
(Com informações da assessoria de imprensa do deputado Sargento Lima)

