A inclusão da vice-governadora Daniela Reinher, sem partido, no processo de impeachment, provocou levante de alguns deputados federais e lideranças bolsonaristas, que declaram concordar com o impeachment de Carlos Moisés mas não com o de Daniela.
Juridicamente, Daniela está implicada na situação por ter convalidado a equiparação salarial dos Procuradores do Estado enquanto estava no cargo de governadora interina, por ocasião das férias do titular. O reajuste dos Procuradores, que passa o salário de R$ 33 para R$ 38 mil, provoca aumento mensal para os cofres públicos de quase R$ 800 mil.
Também foram autorizados pagamentos retroativos na ordem de R$ 7 milhões. A decisão administrativa havia sido motivo de pedido de impeachment do Governador, da vice e do Secretário de Administração, Eduardo Tasca em janeiro mas acabou arquivado. Em maio, decisão do Tribunal de Contas considerou ilegal a decisão administrativa do Governo de Carlos Moisés e houve recurso à Assembleia, por parte do autor do mesmo pedido de impeachment, Ralf Zimmer.
A análise da Procuradoria, com nova documentação, foi pela admissibilidade do processo. Apesar das manifestações em redes sociais de bolsonaristas como os deputados federais Carla Zambelli e Coronel Armando em defesa da vice-governadora e contra o Governador, o que está sob análise agora não é o fato de quem está ou não ao lado do presidente Jair Bolsonaro.
O processo de impeachment é uma situação séria, delicada e que exige análise profunda sob o ponto de vista jurídico.



