Mais que a posse dos 40 deputados estaduais eleitos em 2018, a expectativa hoje na política estadual está voltada a eleição da mesa diretora da Assembleia Legislativa com o retorno de Júlio Garcia, do PSD, à presidência.
Ele fez história como o primeiro deputado eleito por unanimidade, saiu da Assembleia para o Tribunal de Contas, retornou ano passado, elegeu-se novamente deputado, entre os mais votados, e costurou chapa eclética, a ser eleita hoje logo após a posse. Garcia não é uma liderança comum.
Teria todos os predicados para concorrer como candidato ao Governo mas prefere firmar o passo, um de cada vez. Trabalha com cautela, tem habilidade para o consenso e iniciou o trabalho dentro de casa, com a aglutinação do apoio de deputados de seu partido ligados a Gelson Merísio e do próprio Merísio.
Conseguiu também o MDB que tinha Mauro de Nadal como candidato e virou o vice-presidente. A chapa contempla ainda o PP, PDT, PT, PR e PSB, o que soma 29 votos, se levados em consideração os eleitos por bancada.
Há de se avaliar que é um grupo de peso e com um detalhe relevante: sem o PSL do governador Carlos Moisés. Mesmo assim, a tendência é que a eleição da mesa deve ser por unanimidade.



