Apesar da manifestação enfática de filiado ao PSL de que não haveria coligação com o PDT em Criciúma citando entre os motivos questões ideológicas, é a cada dia mais certo que dos dois partidos estejam juntos para a disputa eleitoral deste ano na cidade. O advogado Jefferson Monteiro, que representa de fato o partido por estar na presidência, cumpre seu papel ao afirmar que o PSL tem Alisson Pires como pré-candidato a prefeito mas admite que “não pode fechar portas a conversas”.
Fato concreto em todo este cenário é que a questão ideológica se dissolve quando o principal comandante do partido em Santa Catarina, o Governador Carlos Moisés, tem como líder do Governo uma deputada do PDT, Paulinha da Silva. Mais que isso, o deputado Rodrigo Minotto, nome colocado em Criciúma como pré-candidato a prefeito pelo PDT, é dos mais ferrenhos defensores do Governo de Moisés desde o início da administração e ainda mais em tempos de impeachment.
Entre o nome do suplente de vereador Alisson Pires, colocado como pré-candidato no cenário e o de um deputado estadual eleito e leal ao Governador, a segunda opção, politicamente analisando, seria mais viável ao próprio PSL. Mais que tudo isso, entra também a sintonia de Minotto e Fábio Schiochet, o presidente estadual do PSL, que já manifestou a possibilidade de o partido estar com o PDT em Criciúma.
O presidente do PSL de Criciúma, Jefferson Monteiro emite sinais de que já entendeu o contexto. A convergência política em Criciúma de fato é por aliança entre o PDT e PSL, salvo se o próprio deputado Rodrigo Minotto aos 45 do segundo tempo desistir de entrar na briga pela prefeitura da cidade.
Do contrário, a aliança está praticamente fechada e com a possibilidade de Alisson Pires ficar de fora da majoritária. Os nomes em pauta para compor com Rodrigo Minotto são os dos vereadores Júlio Kaminski ou Edson Paiol.

