Os Policiais Civis podem deflagar a partir de hoje a Operação “Segurança em Alerta”, que consiste em paralisação de alguns serviços relativos a segurança pública. O motivo é a Reforma da Previdência proposta pelo Governo do Estado. A decisão foi tomada ontem em reunião virtual de integrantes da Associação dos Delegados da Polícia Civil de Santa Catarina com a participação de 227 associados. A ação está condicionada ao atendimento ou não de reivindicações que foram entregues ao Secretário da Casa Civil Eron Giordani. Os Policiais aguardam um posicionamento sobre o assunto por parte do Governo.
A primeira fase da Operação “Segurança em Alerta”, determinada na reunião desta segunda-feira, prevê a devolução de coletes balísticos a algemas , realização de Operação Padrão, (somente atividades internas) e não participação na Operação Policial Nacional “Narcos”. Além disso, há também a previsão de divulgação do tratamento diferente para Policiais Civis e Militares. Os Civis acreditam que como o Governador Carlos Moisés é Militar, estaria “beneficiando”sua própria classe em detrimento dos civis.
A segunda fase prevê ampla divulgação do que os Policiais Civis chama de “pacote de maldades”do Governo do Estado e a terceira fase prevê pedido de exoneração coletiva de todos os cargos comissionados e de confiança da Polícia Civil de Santa Catarina.
Entre as contestações dos Policiais acerca da Reforma da Previdência, estão a retirada de garantias em razão da periculosidade das atividades e aumento na alíquota de contribuição da Previdência. Alegam que enquanto os militares estão fora da reforma, com alíquota de 10,5%, os Civis pagam 14%, Também argumentam que os Militares provocam déficit de R$ 14 milhões para a Previdência do Estado enquanto os civis apresentam superávit de R$ 20 milhões.

