Foram quatro horas de reunião com encaminhamentos que sacodem os bastidores políticos estaduais, incluindo a questão “Carol de Toni”, em evidência ainda maior no cenário político nos últimos dias.
O PSD de Santa Catarina reuniu a Executiva estadual na noite desta quarta-feira (4 de fevereiro em Florianópolis) com a presença maciça da maioria absoluta dos integrantes.
Na ocasião, entre os encaminhamentos, a autorização oficial para o convite formal à deputada Carol de Toni para que se filie ao partido e ocupe a vaga de pré-candidata ao senado em chapa encabeçada por João Rodrigues para o governo de Santa Catarina.
Detalhe: o PSD adicionou uma condição ao convite: a possibilidade de Carol de Toni ser única candidata ao senado, sem a ocupação da segunda vaga.
Com isso, caso o senador Esperidião Amin componha na chapa de Jorginho Mello, Carol poderá “dobrar” com Carlos Bolsonaro nas eleições deste ano em Santa Catarina.
A deputada Carol de Toni está na vitrine desde o ano passado, mas ganhou ainda mais força nesta semana após a oferta do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, para que ela seja vice na chapa encabeçada por Jorginho Mello e não candidata ao senado, como o próprio governador, presidente do PL em Santa Catarina, havia projetado. Nesta quarta-feira, Carol teve reunião em Brasília com Jorginho Mello e Valdemar e anunciou que pretende se desfiliar do PL.
Na reunião do PSD, também foram passadas informações acerca do almoço que líderes do partido tiveram nesta semana em São Paulo, com o presidente nacional, Gilberto Kassab.
No encontro, o martelo ficou batido: o PSD tem o governador do Paraná, Ratinho Júnior, como pré- candidato à presidência e em Santa Catarina João Rodrigues vai entrar na disputa pelo governo do estado.
João Rodrigues chegou a comentar que pode inclusive antecipar sua renúncia ao cargo de prefeito de Chapecó, já anunciada para o dia 23 de março.
A executiva nacional concedeu à executiva estadual e ao pré-candidato, João Rodrigues, plenos poderes para conversas com outras siglas e articulações visando à formação da chapa.
Com isso, conclui-se que o que for acordado no PSD tem o aval da Executiva estadual e nacional, sem a possibilidade de contratempos como o ocorrido nesta semana no PL, com o presidente nacional contrariando decisão do presidente estadual.

