Durante agenda em Criciúma na última quinta-feira (17), o prefeito de Chapecó e pré-candidato ao governo pelo PSD, João Rodrigues confirmou ao blog detalhes da conversa reservada que teve com o governador Jorginho um dia antes.
Na entrevista, ele informa que os convênios pendentes e que devem ser encaminhados pelo governo somam R$ 50 milhões, disse que a relação de respeito com o governador permanece e o diálogo está aberto.
Falou também da questão do senado, com a intenção do ex-presidente Jair Bolsonaro concretizar a candidatura do filho Carlos Bolsonaro ao senado e disse que a princípio a possibilidade de coligação entre o PSD e o PL está descartada para 2026.

João Rodrigues esteve em Criciúma para evento do PSD
Veja a entrevista na íntegra:
O sr teve uma reunião ontem (última quarta-feira), com o governador Jorginho Mello, antes da apresentação oficial da Efapi, evento ao qual o governador também compareceu. Qual foi o tema dessa conversa mais reservada sua com o governador?
Fomos tratar de assuntos da prefeitura de Chapecó, alguns assuntos que estão tramitando , para pedir celeridade até porque nós precisamos já executar algumas obras importantes e também falamos de outros assuntos relacionados ao estado. Mas muito tranquilamente.
Há nos bastidores a informação que esses convênios para a cidade de Chapecó somam cerca de R$ 28 milhões. É isso mesmo?
Não, em Chapecó, os convênios que temos pendentes são dois. Um de R$ 30 e um de R$ 20 milhões. São dois convênios já antigos. Mas o total é de R$ 50 milhões.
O sr é pré-candidato ao governo e o governador Jorginho também é. Essa conversa e essa presença do governador no evento que lançou a Efapi do Brasil em Florianópolis, pode-se interpretar que isso é um primeiro passo para aproximação entre vocês dois?
Não. Na verdade não porque esse é um assunto tratado há muito tempo. Mas a relação de respeito a gente sempre teve. Eu até diria de amizade porque eu nunca tive nenhum problema com ele. O que nós temos são lados opostos, pontos divergentes sob o ponto de vista de gestão mas a relação é respeitosa até porque ao mesmo tempo eu aproveitei para convidar para ele participar do lançamento da Efapi na Capital que nós fizemos, que é uma ação do município de Chapecó, e ele gentilmente aceitou o convite e esteve conosco. Quer dizer, isso é uma demonstração de respeito. Eu estive lá como CNPJ, ou seja, representando uma sociedade e não um partido. Da mesma forma o governador. Então foi muito respeitoso e acho que foi um gesto até de respeito a Santa Catarina.
Nessa questão da Efapi, o sr e o governador têm mais agendas em conjunto?
Temos o estado é patrocinador do evento, vamos ter a abertura oficial lá no dia 10, ele deverá estar porque é nosso convidado então nós vamos ter ainda mais alguns encontros. Mas as conversas com ele sempre aconteceram. A cada vez que eu peço uma audiência, na medida do possível ele tem me recebido para tratarmos de assuntos institucionais.
O sr é pré-candidato ao governo, Jorginho Mello também, são os dois nomes colocados agora e tem também a questão do senado. O ex-presidente Jair Bolsonaro já anunciou que pretende colocar na chapa de Jorginho o filho, Carlos Bolsonaro. O sr avalia que essa questão “facilita”para que o senador Esperidião Amin componha na sua chapa?
Acho que isso é uma questão que tem tempo para discutir. Há tempo pela frente . Se confirmar a candidatura do Carlos Bolsonaro em Santa Catarina, se assim for, acaba fechando uma porta para qualquer outro pretendente. A não ser que se sacrifique a candidatura da deputada Caroline de Toni. São assuntos que eles tratam disso né? Mas para nós está tudo tranquilo . Temos uma boa relação, já bem adiantada a conversa com o União Progressista. Aguardando apenas a definição dessa Federação e aí vamos continuar tratando dessa possível aliança.
Na sua chapa tem espaço para a candidatura de Esperidião Amin ao senado?
Tem com certeza . Nós temos respeito pelo senador, temos espaço e nós não temos uma chapa pronta. Nós temos nomes apontados que agora começamos a construir até porque temos dito: nosso alinhamento é com a população, é com o povo o assunto é com o povo de Santa Catarina. Então por isso queremos buscar o alinhamento com pessoas que pensam como a gente pensa.
Então está descartada a possibilidade de o PSD e o PL estarem juntos na eleição de 2026?
Sim, a princípio sim. Nós temos uma pré-candidatura, o partido assim decidiu e assim nós estamos construindo. Agora isso não é uma ponte rompida e diálogo nós vamos manter permanentemente. Essa conversa sempre nós vamos ter. Mas nós temos uma candidatura, o governador tem outra.

