O Delegado Geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, em entrevista à Rádio Eldorado na manhã desta quarta-feira (29), fez um paralelo importante sobre a situação degradante do Rio de Janeiro com Santa Catarina, e chamou atenção para a necessidade de investimentos maciço em segurança no estado nos próximos anos.
Neste contexto, o delegado levanta questões polêmicas mas que precisam ser enfrentadas. Ulisses cita que a população estimada de Santa Catarina, de R$ 8 milhões a e tendência de que alcance 10 milhões nos próximos anos.

Delegado Geral da Polícia Civil de Santa Catarina Ulisses Gabriel
Tal fenômeno, alerta o delegado, pode ser comparado a fluxos migratórios das décadas de 70 e 80 nos Estados Unidos e Europa e que a longo prazo geraram impactos culturais, urbanos e de segurança. Ou seja, Santa Catarina precisa de organização cultural e institucional além de investimento contínuo, para evitar importação de dinâmicas criminais.
O estado de Santa Catarina esteve presente com resposta rápida a ataques de facções como o ocorrido em outubro do ano passado, com carros incendiados e pontos da BR-101 na Grande Florianópolis interrompidos.
Da mesma forma em 2012 e 2013 quando aconteceram ataques a cidades como Criciúma, Itajaí e Joinville, com ônibus sendo incendiados, além de outras manifestações de facções criminosas.
Outro ponto relevante, citado pelo delegado na entrevista foi o fato de Santa Catarina ser um estado com riquezas, o que possibilita o consumo de drogas, ou seja, existe mercado para o crime organizado.
Por ora, o efetivo e o investimento está conseguindo conter as tentativas que existem de ataques ao estado mas há de se prestar atenção ao alerta feito pelo delegado. Mais que isso, ele também citou a questão ideológica.
“ Há uma outra manifestação que eu faço e aí é uma manifestação de caráter político ideológico. Eu não vou me excluir de não falar sobre essa questão, que é o fato de que o Estado de Santa Catarina nunca foi governado pela esquerda. Esquerda efetivamente. Como aconteceu com o Rio de Janeiro, onde nós tivemos Garotinho, Rosinha Garotinho, Luiza Herondina, Brizola e várias pessoas com um posicionamento muito à esquerda na questão da segurança pública”, disse Ulisses.
“ E o posicionamento de esquerda na área de segurança pública é no sentido de que não se faz investimento em segurança pública. Se busca liberar e soltar criminoso. Esse é o posicionamento de esquerda. Essa é a cultura de proteção extrema aos direitos humanos, de não investimento em estrutura de Estado, de segurança pública, porque ficam dizendo que isso não resolve o problema. Então tudo isso gera um impacto muito forte no momento atual do Rio de Janeiro”, concluiu.
Em suma, por ora, Santa Catarina tem altos índices de desenvolvimento, geração de emprego e renda, educação e segurança. Tudo isso no entanto, exige cuidado por parte das autoridades, em projetos para que o estado continue evoluindo.

