Na entrevista que concedeu ao site, o candidato a prefeito de Criciúma pelo PDT, deputado Rodrigo Minotto, fez questão de frisar o respeito de sua campanha pelos demais candidatos, disse não ter adversário, informou que pretende conversar com o Governador Moisés após o pleito eleitoral e não descartou estar novamente na base do Governo Estadual caso não vença o pleito em Criciúma. “Eu não tenho adversário. Nossa campanha é feita com propostas, com ideias, com ações, diferente de outros candidatos que gostam de atacar o seu adversário e não apresentar uma proposta que realmente seja exequível” , destacou ao ser questionado sobre adversários.
Por que um deputado de dois mandatos tira uma licença da Assembleia e resolve ser candidato a prefeito em Criciúma?
Primeiro que minha licença tem um significado importante que é você ter a liberdade de atuar perante as pessoas sem a utilização do mandato em benefício da candidatura. Uma candidatura a prefeito ela tem um significado bem importante para as pessoas. Ser candidato a deputado é bem diferente de ser candidato a prefeito. A candidatura a prefeito te traz mais próximo das pessoas, tu conheces mais a realidade das pessoas, tu te envolve mais diretamente com as pessoas.
Mas o sr acalentava esse sonho de ser prefeito de uma cidade ou isso aconteceu agora?
Sonhos todos nós temos. Sonho é importante porque quando você acredita, você realiza. Eu acredito sim nesse sonho. Acredito que pode ser viável. O momento pode ser esse, pode não ser. Mas o que mais importa nesse momento é você apresentar quem você é. Aquilo que você pensa para a cidade de Criciúma. Nós precisamos ser o município protagonista do Estado de Santa Catarina. Estamos carentes de muitas ações. Reconhecemos as ações que foram feitas pelo atual prefeito, mas nós sabemos o que podemos avançar, que não avançamos por falta de planejamento, e por falta de uma gestão mais aberta e democrática.
O sr apresenta uma campanha leve, seu programa não tem ataque direto a ninguém. Quem é seu adversário em Criciúma hoje?
Eu não tenho adversário. Nossa campanha é feita com propostas, com ideias, com ações, diferente de outros candidatos que gostam de atacar o seu adversário e não apresentar uma proposta que realmente seja exequível. Nossa proposta é mostrar nosso conhecimento, nossa experiência e aquilo que nós podemos fazer e realmente realizar pelo município de Criciúma.
De todas as suas propostas e do seu plano de governo, o que o sr poderia destacar?
A política pública da educação e saúde. São duas peças fundamentais para que a gente possa com essas duas ações atrair de certa forma o desenvolvimento econômico da cidade de Criciúma. Primeiro temos que pensar no social e no humano, depois no econômico e depois no urbano. Esses são os três pilares da nossa campanha. Os três eixos fundamentais de desenvolvimento para a cidade de Criciúma.
O PDT é um partido alinhado a esquerda. Tivemos toda essa polarização no Brasil, direita, esquerda, temos candidatos nessa eleição que são representantes do presidente Bolsonaro. Como o sr vê esse cenário para as eleições deste ano. Ainda existe essa polarização? Ainda existe uma onda?
Sinto primeiro que é legítimo todos esses atores, esses candidatos estarem se colocando à disposição da cidade de Criciúma para serem avaliados. A onda acabou. Não existe mais a onda Bolsonaro. O que existe são ideias que prevalecem e outras não prevalecem mais. Eu me considero uma pessoa de centro esquerda, porque eu respeito as diferenças. Tem pessoas que não respeitam as diferenças. E quando você tem a oportunidade de ouvir as pessoas que pensam diferente de você, você também aprende. Você também tem a capacidade de avaliar isso, porém infelizmente, tem pessoas que não aprendem e não sabem avaliar as diferenças das outras pessoas.
Em Criciúma nós temos o candidato à reeleição, Clésio Salvaro, que aparece até agora bem colocado nas pesquisas e temos menos de 15 dias de campanha. Como faz para virar isso. Para chegar?
Para virar a página? Eu entendo que primeiro a gente tem que reconhecer e respeitar o atual prefeito. Pelo seu trabalho, suas ações, por tudo o que ele já fez por Criciúma. Mas também me coloco a disposição para ser uma pessoa que possa ser avaliada pela população de Criciúma. Pelo meu conhecimento, pelo trabalho que eu tenho desempenhado na Assembleia Legislativa, através desses dois mandatos, ou seja, um mandato e mais meio período. Acredito que tenho feito muito pela região sul. Tenho atuado fortemente para trazer benefícios para a nossa região e pela relação que tenho com o Governo federal, como com a experiência que tenho do Governo Federal, de poder ter ocupado uma função de chefe de gabinete de um Ministro de Estado, me deu a condição de ser um bom interlocutor.
O sr tirou uma licença da Assembleia em uma época em que haveria uma votação do impeachment do Governador. Como está sua relação com o Governador Moisés?
Muito tranquila …
O sr tem conversado com ele?
Não, porque estou me dedicando exclusivamente à minha campanha, à campanha da nossa aliança em Criciúma. Tenho respeito admiro o trabalho do Governador e com certeza após a eleição vamos conversar.
O sr acredita que ele volta ao cargo?
Eu acredito que ele volta.
E o sr, na Assembleia, pretende compor a base dele, qual o plano?
Primeiro tenho que saber o que ele quer. Se ele quer realmente compor uma base aliada que dê sustentação ao governo dele. Eu estou à disposição para o diálogo.
O sr falou em região Sul, o sr é natural de Forquilhinha, e entre as ações como deputado brigou pela Jacob Westrup. Por que o sr não tentou primeiro a disputa pela prefeitura de Forquilhinha?
Eu não sou natural de Forquilhinha, sou natural de Criciúma. Minha certidão de nascimento é de Criciúma.
Mas o sr sempre teve uma base eleitoral em Forquilhinha, tanto que sua família reside lá…
Forquilhinha e Criciúma. O maior número de votos que tenho recebido nas últimas três eleições foi em Criciúma, quantitativamente. Eu tenho sim, vínculos familiares, residência em Criciúma, Forquilhinha e Florianópolis.
Caso o sr não vença a eleição em Criciúma, essa exposição pode ajudar o sr na próxima candidatura a deputado estadual?
Penso que contribui, pela visibilidade e pelo conhecimento que as pessoas vão ter da minha pessoa. Isso é muito importante para o gestor e para o agente político. Essa gestão realmente ela tem um benefício muito grande, mas importante é o recall que nós vamos ter após essas eleições. Eu acredito que as pessoas vão lembrar, do deputado Rodrigo Minotto, que foi candidato a prefeito de Criciúma , que colocou suas ideias em prática, apresentou suas propostas, é um cidadão ponderado, equilibrado, que respeita as pessoas, que respeita os candidatos, que tem conhecimento da gestão pública, tem formação jurídica para tal. Acredito que a gente possa fazer realmente uma boa gestão junto com a sociedade, junto com as pessoas que queiram contribuir para o desenvolvimento da cidade de Criciúma. E tem muitas pessoas que querem contribuir e não são ouvidas.

