O futuro do carvão mineral no Sul de Santa Catarina voltará para a pauta da Comissão de Economia, Minas e Energia da Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira, às 14h. A segunda reunião com representantes do Ministério de Minas e Energia pretende apresentar o resultado prévio do grupo de trabalho federal, criado para buscar alternativas para o setor, diante da possibilidade de desativação do complexo termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo.
Proponente das duas reuniões, a deputada estadual Ada Faraco de Luca , do MDB, entende que o diagnóstico é importante na construção da nova política pública do carvão mineral catarinense. “Tenho certeza, cada um fazendo a sua parte, municípios, Estado e União, nós vamos manter esse importante segmento econômico de maneira forte e atuante”, disse Ada. O setor emprega mais de 21 mil pessoas e representa R$ 5 bilhões na economia catarinense.
Além da atividade mineradora, estão envolvidas atividades como o transporte, por meio da Ferrovia Tereza Cristina, e indústrias de subprodutos, como o cimento produzido com as cinzas do carvão.
Entre as opções em pauta no grupo de Trabalho do Governo Federal, que trata da questão da Usina Jorge Lacerda, está a viabilização da venda da empresa . Ocorre que para isso, alguns fatores são determinantes como a Conta de Desenvolvimento Energético, CDE. A vigência da Lei que criou a CDE é até 2027 e o subsídio é um dos pilares para o funcionamento da usina. Por isso, está em pauta possibilidade de estender a vigência até 2035.

