O governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil) ficou quase três dias em Criciúma, em agenda intensa, com o principal compromisso na Associação Empresarial, onde fez palestra para empresários.
Em sua passagem pela cidade, visitou a prefeitura, Unesc, teve reuniões com prefeitos da Amrec, vereadores, setores ligados ao agro e esteve também no bairro da Juventude.
Em seu discurso, posicionou-se como direita moderada, alfinetou o atual governo federal e comportou-se como pré-candidato à presidência que está percorrendo regiões do Brasil para “medir a febre”quanto a possibilidade de disputar o cargo em 2026.
Durante entrevista coletiva pouco antes da palestra na Acic ao lado do empresário Ricardo Farias, o governador Ronaldo Caiado criticou o que chama de populismo de Lula, tachou o Brasil de resiliente por ter “aguentado” dois governos de Lula e um de Dilma e previu que a partir de 2027 o país pode enfrentar dificuldades com desequilíbrio fiscal e taxas de juros exorbitantes.

Governador Rolando Caiado concedeu entrevista coletiva na Acic em Criciúma
“ Eu estava falando hoje, ele (o presidente Lula), recebeu o governo com 72% da proporção de dívida PIB. A projeção de todos é que ele entregue com 84% da relação dívida PIB. É algo inédito. Agora, o que é que isso vai ocasionar? Não é tanto quebrar o país, isto é levar o país a um grau de desequilíbrio fiscal e um grau de taxas de juros exorbitantes. E aí ela não funciona mais e aí vem a inflação. Então, essa é a consequência do populismo, tá certo? Que nós estamos vendo aqui na Venezuela, estamos vendo aqui na Argentina, que está sendo corrigida agora”, resumiu ao ser questionado pelo blog sobre as constantes falas de que o “Brasil quebra em 2027”.
Mais que isso, Caiado voltou a alfinetar o presidente do PP, Ciro Nogueira, por entrevista concedida ao Globo não fim de semana e o acusou veladamente de estar articulando o partido para ser vice.
“Eu tenho 88% de aprovação no meu Estado. Eu tenho 40 anos de vida pública. Você nunca me viu ao lado de Lula, está certo? Então, ele é cristão novo. É aquele que realmente. passou nas águas do Jordão tem alguns dias. E, de repente, quer ser o cidadão a dizer como é que é que tem que ser a eleição de 2026. Você já pensou bem? É uma inversão completa. Olha, calma lá, meu filho, vai se apresentar com as credenciais do voto, aí depois senta na mesa. Agora, não é usar uma estrutura partidária para dizer o seguinte, olha, se eu for vice de você, eu entrego o partido. O partido não é mercadoria para ninguém entregá-la para ser vice. É o primeiro fato na história da política brasileira que o maior partido do país se articula para ser vice. Eu nunca vi isso. Então, é algo que é vergonhoso, essa postura. Eu acredito que a partir daí, o partido saberá definir”, respondeu ao ser questionado na coletiva sobre a possibilidade de deixar o União Brasil caso não haja espaço para sua candidatura à presidência.

