O prefeito de Florianópolis, Topázio nNeto (PSD), não esconde sua preferência pela união do PL com o PSD para as eleições do próximo ano em Santa Catarina. Durante a abertura da Festa da Tainha, no Balneário Rincão nesta quinta-feira (10), ele avaliou que a questão nacional vai interferir nos cenários estaduais. “ Se o governador Tarcísio for o candidato, e aí dito pelo nosso presidente, pelo presidente Kassab, não teria outra opção a não ser o PSD apoiar o governador Tarcísio. E isso mexeria nos apoios estaduais”, analisou. Na entrevista, Topázio falou ainda da chapa para o senado, incluindo a possibilidade de Carlos Bolsonaro ser candidato ao senado por Santa Catarina. “A gente tem bons quadros que também formariam uma boa, digamos assim, uma boa ala conservadora no Senado”, resumiu.

Prefeito de Florianópolis Topázio neto quer PL e PSD juntos em 2026
Veja a entrevista:
Sobre o cenário eleitoral de 2026:
Eu tenho dito isso e reafirmado desde o começo. Eu acho que todos os partidos podem ter seu próprio projeto, mas eu entendo que nesse momento eu trabalharia para que o PSD estivesse junto com o PL na próxima eleição.
Se o senhor tivesse que apostar hoje, quanto por cento para isso acontecer?
Eu acho que vai depender um pouco da questão nacional. Se a questão nacional se encaminhar para o que todo mundo quer e todo mundo pensa, do governador Tarcísio ser o candidato.Se o governador Tarcísio for o candidato, e aí dito pelo nosso presidente, pelo presidente Kassab, não teria outra opção a não ser o PSD apoiar o governador Tarcísio. E isso mexeria nos apoios estaduais.
Fala-se muito que se o PSD estiver com o PL, o João Rodrigues possa ser candidato ao Senado. O senhor acredita nisso? Como é que seria essa chapa?
Eu acho que isso vai depender muito das composições lá para frente. Eu sempre falei que o João é… é um profissional competente, um gestor competente e vai depender de como se mostrar o cenário no ano que vem.
Hoje a gente vê que o governador Jorginho, pelo menos a conversa que ele teve com o Bolsonaro, é que sejam dois candidatos ao Senado pelo PL. Isso não atrapalharia um pouco o fechamento dessa aliança?
Eu acho, de novo, eu acho que a chapa majoritária do Senado está muito longe ainda de acontecer. Muita coisa vai acontecer até lá. Tem que ver como que a sociedade catarinense aceita as coligações que podem vir, podem não vir. E, de novo, dependendo do jogo nacional, vai mudar o quadro nos estados. Não só em Santa Catarina, em todos os estados.Eu acho que a gente tem que esperar um pouco, tem que ter calma. Eu acho que o importante é construir diálogo. A gente não pode estourar pontes, não pode fritar o ovo que depois não dê para desfritar. Então, acho que a gente tem que ter bom senso nessa hora, serenidade, controle emocional. Às vezes as pessoas se perdem emocionalmente. Falam o que não querem. Depois não tem como voltar naquilo que falaram. Acho que o momento é de conversa, de construção, porque aqui o mais importante que projeto pessoal é projeto de Estado. E acho que o governador tem um projeto com o Estado, que é um projeto bem estruturado, definido.Ele sabe onde o Estado está, onde a gente pode chegar.
O senhor considera que o Carlos Bolsonaro é um bom candidato ao Senado em Santa Catarina?
Eu acho que o Carlos Bolsonaro e o presidente Bolsonaro têm autoridade para fazer as indicações que ele achar que deve. Como também tem a sabedoria suficiente para saber se as indicações dele serão bem aceitas ou não. Então, acho que a maior preocupação do presidente Bolsonaro é que a gente construa um Senado com uma visão de país mais alinhado à direita e não à esquerda. Por isso que ele está tão preocupado em ter bons candidatos a senadores. E tem ido pelo Brasil afora, em todos os estados que tem possibilidade, definindo bons candidatos a senador para que a gente possa ter uma boa composição do Senado no ano que vem. A gente tem bons quadros que também formariam uma boa, digamos assim, uma boa ala conservadora no Senado.

