A informação que o Tribunal de Contas de Santa Catarina decidiu ampliar uma investigação sobre a compra de 30 ventiladores pulmonares da empresa Eder, Distribuídora de Medicamentos, de Araranguá, após auditoria atestar sobrepreço de 324,91% e dano de R$ 1,6 milhão, reacendeu críticas ao Governo de Carlos Moisés na sessão desta terça-feira na Assembleia Legislativa.
O deputado Ivan Naatz, do PL, que foi proponente e relator da CPI dos Respiradores, lamentou que um ano e quatro meses depois da compra dos 200 respiradores , ninguém tenha sido denunciado ou punido e que, as mesmas pessoas apontadas como responsáveis pelas irregularidades, nos dois casos, ” continuem atuando , em sua maioria, na secretaria de Estado da Saúde”.
Os citados pelas irregularidades, segundo o deputado, são o ex-secretário de Saúde do Estado, Helton de Souza Zeferino, e os servidores Carlos Charlie Campos Maia (diretor de licitações), Carlos Roberto Costa Júnior (assessor jurídico da SES) e Marcia Regina Geremias Pauli, todos também implicados no caso Veigamed, que originou a CPI dos Respiradores .
Naatz também cobrou posição do Conselho Superior do Ministério Público de Santa Catarina sobre responsabilidade do governador Carlos Moisés no caso do inquérito paralelo dos R$ 33 milhões dos respiradores.
“Já que os cinco desembargadores do Tribunal Especial do segundo processo de impeachment também apontaram sua culpa jurídica no caso, embora o voto político pelo arquivamento dos quatro deputados”, alfinetou.
Durante a sessão , o deputado Laércio Schuster, do PSB, que integrou o tribunal especial de julgamento do impeachment , e único que votou contra o governador, endossou o discurso de Naatz e cobrou de forma veemente uma posição do Ministério Público e da justiça no caso da punição dos demais envolvidos no processo dos respiradores .
“Estão passando a mão na cabeça daqueles que fizeram mal para Santa Catarina.Há um sentimento de impunidade. Perderam o medo e a vergonha ” assinalou .

