Entre os encaminhamentos da reunião promovida pelo Forcri, Fórum das entidades de Criciúma nesta quinta-feira, a criação de uma comissão para viabilizar melhorias no sistema de videomonitoramento, reforçando a segurança pública. O encontro realizado na Associação Empresarial de Criciúma, contou com a presença de integrantes das forças de segurança e representantes do município.
Após formado, o grupo de trabalho vai estudar o passo a passo do sistema em operação em São José, apresentado na reunião pelo secretário de Segurança do município, coronel Vânio Luiz Dalmarco. “É uma experiência bastante exitosa, viabilizada pela Administração Municipal através de projeto de lei e que teve continuidade. A central funciona em um ambiente físico dentro da prefeitura e conta com o trabalho de voluntários. O custo com pessoal fica em torno de R$ 90 mil ao mês, muito pouco em comparação à efetividade”, considera Dalmarco.
“A reunião foi extremamente positiva, pois conseguimos reunir todas as partes interessadas, conhecer o projeto de São José, discutir a viabilidade e definir os encaminhamentos. Assim que a comissão concluir o estudo sobre a experiência de São José, vamos conversar com o prefeito Clésio Salvaro e com os vereadores para a criação de um projeto de lei semelhante em Criciúma. Dessa forma, será possível atrair voluntários para realizar o monitoramento das imagens e melhorar o sistema”, avalia Leandro Eufrásio Teixeira, presidente do Forcri.
De acordo com o coronel Evandro Fraga, comandante da 6ª Região da Polícia Militar, órgão responsável pelo projeto Bem-Te-Vi, a principal dificuldade na operação do sistema é a falta de efetivo – no momento, não há pessoal dedicado exclusivamente ao monitoramento das imagens.
O oficial aponta como alternativa a contratação de voluntários, como em São José, incluindo pessoas com deficiência que poderão ser treinadas para o serviço e receber uma ajuda de custo para alimentação e transporte.
Em Criciúma, são 145 pontos de fibra ótica que podem receber os equipamentos, mas no momento há apenas 106 câmeras em funcionamento e cerca de 40 estão obsoletas. “O Estado fez a licitação para a troca, conseguiu realizar a substituição em outros municípios, porém, uma decisão judicial impediu que avançássemos para a região Sul. Para Criciúma, está prevista a substituição de 45 câmeras, mas é preciso esperar que essa questão seja resolvida”, informa o tenente-coronel Daniel Rodrigues, diretor de Tecnologia da Secretaria de Estado da Segurança Pública.
A substituição de equipamentos realizada a partir do ano passado permitiu a inclusão de câmeras mais modernas, com tecnologia que permite captar imagens a longa distância em alta definição. Além disso, o sistema deve ser ampliado com o uso de inteligência artificial para o reconhecimento facial de criminosos, pessoas desaparecidas, foragidos ou com mandados de prisão ativos.
(Com foto/Divulgação/Assessoria)

