Câmara de Criciúma manifesta repúdio a caso de racismo contra policial militar - Karina Manarin

Câmara de Criciúma manifesta repúdio a caso de racismo contra policial militar

A Câmara de Vereadores de Criciúma manifestou repúdio a um caso de racismo registrado na cidade durante o atendimento de uma ocorrência policial. O fato aconteceu na última semana quando uma guarnição do 9º Batalhão de Polícia Militar foi acionada para verificar uma denúncia de perturbação. No momento da intervenção, o autor, sob efeito de álcool, proferiu a seguinte ofensa contra um dos policiais: “Como um nego igual tu conseguiu entrar na polícia”.

Em nota oficial, o 9º Batalhão repudiou a conduta, reforçando o compromisso da corporação com a dignidade humana. “A Polícia Militar de Santa Catarina não tolera qualquer forma de preconceito ou discriminação. Reforçamos nosso compromisso com a defesa da dignidade humana e o combate ao racismo, reiterando que tais condutas são inaceitáveis e não representam os valores da sociedade que buscamos proteger”, destacou a instituição.

Durante a sessão desta segunda-feira (29), o vereador Valdeci Bittencourt (PSD), o Amaral, único parlamentar negro do Legislativo municipal, se pronunciou sobre o episódio. Ele prestou solidariedade ao militar vítima da ofensa e defendeu que a legislação seja devidamente aplicada.

Vereador Amaral Bittencourt

“Sou vereador negro e deixo registrada a minha solidariedade ao policial militar que sofreu um ato de racismo enquanto cumpria o seu dever. É inadmissível que, em pleno século XXI, um servidor público que sai de casa, deixa sua família, se dedica aos estudos e escolhe seguir uma carreira cujo objetivo é proteger e salvar vidas, seja atacado de forma tão covarde. (…) Onde está a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que tipifica o racismo como crime? O agressor foi responsabilizado? Ele foi preso?”, questionou Amaral.

O vereador também enalteceu a postura do comandante do 9º Batalhão, tenente-coronel Mário Luiz Silva, pela firme defesa do policial. Além disso, destacou que a luta contra o preconceito deve ser coletiva.

“Se até um policial fardado, em pleno exercício da sua função, é vítima de racismo, o que acontece com tantos outros cidadãos que não têm a mesma visibilidade? Enquanto este vereador estiver aqui, trarei para este plenário casos como este, porque o racismo não pode ser naturalizado. A luta contra o preconceito precisa ser de todos nós”, completou.

A Câmara de Vereadores de Criciúma reforça seu posicionamento em defesa da igualdade racial, dos direitos humanos e contra toda e qualquer prática de discriminação.

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