Aproximação de Antídio Lunelli e Celso Maldaner incendeia MDB em SC - Karina Manarin

Aproximação de Antídio Lunelli e Celso Maldaner incendeia MDB em SC

A aproximação do prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli com o presidente estadual do MDB em Santa Catarina, deputado Celso Maldaner ficou mais evidente durante o roteiro por Santa Catarina realizado por lideranças do partido no fim de semana. Fato tem significado político interessante já que o MDB marcou a realização de prévias para a escolha do candidato ao Governo mas lideranças do próprio partido estão se posicionando contra o evento marcado para agosto.

Neste cenário estão colocados os nomes de Lunelli, de Maldaner e do senador Dário Berger. A união de Lunelli e Maldaner pode resultar em acordo entre os dois, encaminhando alternativa viável para o MDB em 2022. Durante o fim de semana, o senador Dário Berger chamou atenção em discurso quando fez certa convocação por apoio a seu nome para concorrer ao Governo do Estado. Na ocasião citou a época em que perdeu as prévias para Eduardo Moreira e o MDB abriu mão da cabeça de chapa para Raimundo Colombo, do PSD.

Por sua vez, Lunelli ressaltou no discurso  a necessidade de Santa Catarina  ter uma gestão pública a altura de suas empresas, uma gestão que entregue mais, que valorize o dinheiro público e que seja indutora de oportunidades para população. Melhorar os índices da educação também é prioridade para o empresário. Assim como os índices de saneamento básico. Enquanto Jaraguá do Sul trata 90% do esgoto, a média de SC é de apenas 25%.

Lunelli é nome que desponta na administração de Jaraguá do Sul e foca o discurso com a atualidade, com o que o eleitor procura ouvir. No encontro, o prefeito negou mais uma vez a possibilidade de trocar de partido apesar de todas as especulações que possa migrar ao Podemos. A chefe de gabinete de Lunelli, Emanuela Wolff, dos cargos mais próximos do prefeito, está no Podemos.

Antídio, em seus discursos também cita sua história no MDB, enfatizando que sempre esteve no mesmo partido. 

Pode soar como alfinetada ao próprio senador Dário Berger, que iniciou a vida política  no PDS em 1980 e passou pelo PL, PFL, PSDB e agora MDB.

 

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