A Acaert, Associação Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão emitiu nota oficial acerca do pedido do Ministério Público Federal para a retirada da outorga da Rádio Jovem Pan.
A manifestação, assinada pelo presidente da Acaert, Fábio Bigolin, considera que a iniciativa é ” desproporcional e fere os princípios básicos do Estado Democrático de Direito, que é a liberdade de imprensa”.
” É inadmissível que qualquer emissora de rádio e de televisão no país seja punida com o cancelamento de sua outorga pelo simples fato de exercer seu legítimo direito de liberdade de expressão e pensamento”, diz outro trecho da nota.
Confira na íntegra:
NOTA OFICIAL
Em resposta às alegações finais do Ministério Público Federal em ação judicial que pede o “cancelamento da outorga da Rádio Jovem Pan” pela sua linha editorial durante as eleições de 2022, a Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – ACAERT manifesta:
– É inadmissível que qualquer emissora de rádio e de televisão no país seja punida com o cancelamento de sua outorga pelo simples fato de exercer seu legítimo direito de liberdade de expressão e pensamento.
– A iniciativa do MPF é desproporcional e fere um dos pilares básicos do Estado Democrático de Direito, que é a liberdade de imprensa, a qual as instituições republicanas devem preservar e respeitar.
– A ACAERT, juntamente com as associações representativas da radiodifusão brasileira, acompanha com apreensão a movimentação da ação na esfera judicial, na expectativa de que não prosperem as alegações do MPF, tendo plena confiança no Judiciário brasileiro.
– Por fim, a ACAERT endossa posicionamento da emissora ao afirmar em nota que “mantém a coerência com o posicionamento adotado ao longo de seus mais de 80 anos de história e que reitera seu compromisso com a democracia, com os Poderes e Instituições que sustentam a nossa República e com a nossa Constituição cidadã, que tem como um de seus pilares a liberdade de expressão.
Fábio Bigolin
Presidente ACAERT

