Nesta quinta-feira, a maioria dos brasileiros descobriu que existe uma fórmula no Congresso Nacional de fazer uma votação sem manifestação dos deputados. Trata-se da “ Votação Simbólica” , onde não se exige manifestação individual e aprova matéria pela maioria presente. É assim que os deputados federais do Sul estão argumentando quando o assunto é a votação do Fundão. A votação, aumentou os recursos do Fundo que será distribuído aos partidos em quase três vezes. Foram R$ 2 bilhões, em 2018,e em 2022, pelo projeto aprovado ontem, serão R$ 5,7 bilhões.
Mas o que aconteceu ontem no Congresso? Aconteceu a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, ou seja, a Lei que determina o Orçamento para 2022. Nessa lei, que foi encaminhada pelo Governo Federal, estava um item que aumentava o Fundão.
Votaram a matéria e depois, o Partido Novo fez um destaque para que fosse retirado esse item do aumento do Fundão. Foi nesse destaque que houve a tal da votação simbólica que não retirou o Fundão e assim, permanece o valor praticamente triplicado para as eleições do próximo ano.
A partir daí, pipocaram declarações de deputados tentando justificar que não puderam se manifestar nessa votação mas que são contra o aumento. Daniel Freitas, do PSL, registrou voto em documento. Geovânia de Sá gravou áudio distribuído via redes sociais, se explicando. Independente disso no entanto, a proposta está aprovada e a bola agora está com o presidente Jair Bolsonaro.
Caso ele vete, estará cumprindo inclusive o discurso com o qual foi eleito, de cortar absurdos e privilégios na administração pública. Caso não vete, contraria seu próprio discurso e perde muitos pontos junto a população.
A votação da LDO e do Fundão, passou pelos deputados e depois pelo senado. onde dos três representantes do Sul, Dário Berger, do MDB, foi o único que se manifestou contra essa proposta de aumento de recursos do Fundão. Esperidião Amin e Jorginho Mello se abstiveram de votar. A proposta foi aprovado por 40 a 33.

