A surreal situação do curso de medicina da UFSC em Araranguá - Karina Manarin
A surreal situação do curso de medicina da UFSC em Araranguá

A surreal situação do curso de medicina da UFSC em Araranguá

Quem acompanhou a luta pela implantação do curso de medicina da Universidade Federal de Santa Catarina em Araranguá sabe o quanto, depois da batalha vencida, é surreal a situação atual, com possibilidade de parar por falta de professores. O fato foi motivo inclusive de uma “Notícia de Irregularidades” protocolada no Ministério Público Federal em razão da situação em Araranguá e da ausência de aulas presenciais, outra vergonhosa situação já que a maioria da população segue suas atividades respeitando os cuidados em razão da pandemia de Covid-19, enquanto na UFSC, as aulas são virtuais.

Quanto a questão específica de Araranguá, é impressionante que desde a implantação do curso, em 2018 não se tenha alcançado o número de professores e técnicos necessários para o funcionamento, e que se chegue ao ponto de os alunos da sétima fase estarem ameaçados de não  continuar o curso por falta de profissionais.

Isso quer dizer que não haverá condições nem mesmo para as aulas virtuais que a Universidade adotou em razão da pandemia, apesar de termos por toda Santa Catarina crianças de ensino fundamental  frequentando aulas presenciais.

 
Neste imbróglio, a Universidade transfere a culpa para o Ministério de Educação, que devolve na mesma intensidade a acusação, alegando que nenhum pedido de novas vagas para professores e técnicos foi solicitada.

Enquanto isso, os alunos, que realizaram o sonho de ingressar em uma Universidade Pública para cursar medicina, tão necessária, principalmente em tempos de pandemia, convivem com a insegurança.

Não ter aulas presenciais na UFSC já é uma vergonha e vergonha dobrada é a possibilidade de fechamento de um curso que teve a mobilização de todo o Sul para sua concretização.

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