O candidato a deputado federal pelo PL, João Paulo Kleinubing, ao cumprir agenda na região sul nesta quinta-feira (6), constatou uma das grandes preocupações dos prefeitos: a Reforma Tributária que passa a valer a partir de 2027. Para ele, essa deve ser uma das preocupações dos deputados federais. O ex-prefeito de Blumenau também pondera que Santa Catarina deve receber a compensação pelos recursos que envia a Brasília. “Nós enviamos R$ 100,00 e recebemos R$ 10,00 de volta”, aponta.
Kleinubing avalia que o governo federal tem grandes dívidas com Santa Catarina especialmente na infraestrutura. Na entrevista que concedeu ao blog, ele avaliou também a falta de responsabilidade do atual governo federal, quando não tem interesse em conter despesas e que o Congresso também precisa fazer sua parte. “O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula e de PT”, resumiu.

Candidato a deputado federal, João Paulo Kleinubing concedeu entrevista ao blog
O sr foi prefeito duas vezes, também foi deputado estadual e federal e agora está em campanha para deputado federal novamente. Qual a bandeira que o sr leva para essa campanha?
Eu acho que essa talvez seja uma delas. A questão da importância da experiência. A experiência é fundamental para as discussões que são importantes no ano que vem em Brasília como a questão da Reforma Tributária e o impacto que isso tem com relação aos municípios. Eu estava hoje conversando com alguns prefeitos todos muito preocupados com o impacto da Reforma, com a perda da arrecadação, como que esse dito comitê vai funcionar, como que o recurso vai pra depois retornar. Eu acho que a reforma, entendo e defendo que o processo tributário no Brasil ele precisa ser simplificado, mas se concentrar mais recursos em Brasília acho que não ajuda Santa Catarina e acho que tem que ser essa uma grande preocupação.
O sr fala em revisão de Pacto Federativo?
Isso se discute há muito tempo mas acho que que Santa Catarina precisa de fato buscar e ser muito mais ativa em buscar de volta aquilo que a gente contribui com o país. De cada 100,00 reais que a gente manda pra Brasília só voltam 10 reais e o governo federal tem grandes dívidas com Santa Catarina especialmente na questão da infraestrutura. Se pegar o Voz Única, que é um documento que Facisc elaborou no estado todo, pega aqui pra região sul qual é a principal demanda? é a BR-101, é a questão do Morro dos Cavalos é a principal demanda. Santa Catarina tem aqui no nosso litoral seis Portos e está indo a oito né o governador Jorginho Melo inclusive tem falado muito sobre isso só que isso esbarra também na questão da infraestrutura, precisamos das ligações com Oeste de Santa Catarina né pela 282 seja pela pela 470. Então nós produzimos muito e recebemos muito pouco de volta. Acho que o grande compromisso que nós temos que ter do governo e a bancada nossa precisa ter isso como grande prioridade, é resolvermos a questão das rodovias federais aqui em Santa Catarina. Nós precisamos levar cada vez mais pra Brasília o jeito de Santa Catarina de governar. A diferença do que acontece aqui no estado do ponto de vista de gestão fiscal, né o próprio governador Jorginho Mello tem feito tem recebido muito reconhecimento com relação à gestão fiscal do Estado e a gente olha pro governo federal na outra ponta: O governo uma despesa que cresce o dobro da receita, isso é absolutamente insustentável. Esse é um assunto que talvez alguns considerem que não seja bom pra eleição mas esse é um grande discurso hoje do país que impacta na nossa vida muito mais do que a gente imagina. Porque ele impacta na taxa de juros que não baixa, que deixa o financiamento do carro mais caro, deixa o financiamento da casa mais caro. O Brasil caminha para a insustentabilidade das suas finanças. Não há como com baixar juro, não há como controlar a inflação.
Mas então o senhor acredita que isso possa mudar a partir do ano que vem?
Vai ter que mudar. Isso é absolutamente insustentável e o Congresso tem que fazer a sua parte. O Congresso não pode continuar criando despesa da forma como está criando. O Congresso também precisa exercer a sua responsabilidade.
Mas então a culpa não seria só do Governo Federal?
Acho que o governo federal claro é o grande responsável porque ele tem que liderar o processo, e eu não vejo no presidente Lula interesse em conter a despesa. O arcabouço que foi feito pra controlar a despesa, na verdade permitir o aumento da despesa, estão aí os resultados da dívida pública hoje. Especialmente esses últimas semanas se discutiu muito isso em função dos números aqui do primeiro semestre. Mas o Congresso também tem que fazer a sua parte o Congresso precisa também cobrar do governo federal. O Congresso também precisa ser mais responsável com aquilo que aprova e é essa responsabilidade que eu carreguei durante todo o meu período em todos os lugares que eu passei, eu quero levar comigo pra Brasília. Essa experiência eu quero levar comigo pra Brasília também.
Qual que é a conta que se faz no PL de Santa Catarina quanto a eleição proporcional?
Acho que o PL hoje fará pelo menos sete deputados federais, e 14 ou 15 deputados estaduais. Tanto a chapa estadual quanto a chapa federal, são chapas extremamente fortes e extremamente competitivas. Acredito que esse vai ser o resultado.
Governador Jorginho Mello se elege no primeiro turno?
Com certeza. Com certeza o governador Jorginho Mello se elege no primeiro turno.
O senhor acredita na eleição do Flávio Bolsonaro, ou considera que a eleição nacional é mais difícil?
Eu vou falar pro Santa Catarina né que é onde a gente está. Acho que aqui em Santa Catarina o Flávio terá um excelente desempenho. Eu acho que a questão nacional acho que vai ser uma eleição decidida no detalhe vai ser uma eleição muito mais apertada. do que se imagina, e não acho que seja uma eleição que seja definida hoje não. E acredito sim na mudança. Acredito na mudança e acredito na necessidade de nós mudarmos. O Brasil não aguenta mais quatro anos do governo Lula e do PT da forma como está hoje.




