Nome que pode substituir Alfredo Gaspar; Sem senado forte acaba o Brasil; Proibido de visitar o pai; o que disse Carlos Bolsonaro em Criciúma - Karina Manarin

Nome que pode substituir Alfredo Gaspar; Sem senado forte acaba o Brasil; Proibido de visitar o pai; o que disse Carlos Bolsonaro em Criciúma

Na agenda que cumpriu em Criciúma na tarde desta quarta-feira (5), o candidato ao senado Carlos Bolsonaro antecipou ao blog que o vereador de Maceió, Leonardo Dias pode ser o candidato ao senado por Alagoas no lugar de Alfredo Gaspar, que foi anunciado como vice de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar havia definido por candidatura ao senado e recebido apoio maciço de Dias nesta terça-feira (4).

Na entrevista que concedeu ao blog, Carlos Bolsonaro detalhou a proibição do Ministro Alexandre de Moraes de os filhos visitarem, o ex-presidente Jair Bolsonaro, detalhou sua identidade com Santa Catarina e avaliou que sem um senado forte acabou a democracia no Brasil.

A entrevista aconteceu na sede da empresa Gambatto, em Criciúma onde Carlos Bolsonaro foi recebido pela sócia diretora do grupo, Mariza Gambatto .

Veja a entrevista na íntegra:

Candidato ao senado Carlos Bolsonaro cumpriu roteiro na região Sul de SC nesta quarta-feira (5)- FOTO Caio Marcelo

Sobre a campanha em Santa Catarina. A agenda deve ser em sua maioria com a também candidata Carol de Toni, como acontece aqui em Criciúma?

Eu sempre estive perto do estado, sempre amei Santa Catarina, já quase morei aqui, meus cursos de tiro foram aqui. O Adélio não veio aqui em São José, atrás de mim numa sexta-feira, tentar me achar num clube de tiro à toa. Ele sabia da minha frequência. Isso não é justificativa pra votar em mim, não é. Mas eu sempre estive por perto, sempre amei Santa Catarina, então Em determinado momento da minha vida eu decidi que tinha que mudar um pouco as coisas. Sempre fui vereador no Rio de Janeiro, foram sete mandatos consecutivos, 26 anos de história, duas quebras de recordes de votação. Eu vendo todo esse cenário político nacional conversando com meu pai, eu me vi num momento em que eu podia somar de outro jeito. Então eu olhei pra Santa Catarina e falei: ali eu amo, eu gosto de ficar ali, eu tenho bons amigos, eu conheço a Júlia Zanata aqui há mais de oito anos. A Carol a gente se conhece por Brasília. Então a gente chegou de um jeito tranquilo, leve, a Carol possibilitou a gente andar o estado inteiro com a equipe dela, ela apresentando diversos problemas em setores… E a gente foi desenvolvendo isso tudo chegando mais perto de mais pessoas e Santa Catarina é legal porque as pessoas são muito acolhedoras né? Quando eu vou no povão, o povão adora meu pai eles sentem a covardia que fazem com ele, então a identidade ela é criada automaticamente. E quem acompanha um pouquinho a gente sabe que eu fiz parte um pouquinho dessa história. Então quando tentam tirar o nosso crédito em relação a isso, o povo não cai nesse papo. Ah, ele é forasteiro. Não, a gente sempre fez parte disso tudo que tá acontecendo no Brasil, nessa briga contra um sistema, nessa derivação de uma direita verdadeira. Talvez na bolha política muitos não entendam que a figura do Carlos exista, mas o povo entende isso tudo. A gente sempre fez questão de andar no meio do povo e quando a gente está no meio do povo é uma maravilha, bacana demais. É lógico, você tem que respeitar a esfera política e a gente tem construído isso com o governador Jorginho, ele tem permitido a gente conversar com prefeitos, entrar em prefeituras bater papo com vereadores, se apresentar até porque se a gente conseguir galgar um cargo de Senado a gente tem que estar à disposição dessas pessoas. Então a gente tá vivendo um momento único no país pra a gente possa resgatar o mínimo que sobrou da nossa democracia.

Sabemos que o Senado é a instância que pode talvez mudar algo no STF que é o alvo de várias reclamações durante vários anos inclusive com relação a decisões relativas ao ao seu pai. Nesta terça-feira à noite teve uma reunião aí do presidente Lula com o Alcolumbre uma reunião chamada de aproximação que foi intermediada por dois ministros do STF. Se o senhor fosse senador hoje qual seria sua atitude quanto a isso?

Primeiro de tudo os poderes são independentes entre si né? Eu estou tentando ir pra Brasília junto com a Carol com o intuito: equilibrar os poderes. A gente tem o mesmo intuito. Entendemos que se a não libertar os presos políticos que são presos políticos hoje no Brasil, não só o Bolsonaro mas centenas de outras pessoas Felipe Martins o Vasquez que é aqui de Santa Catarina, o antigo ministro da Justiça e centenas de pessoas comuns, milhares de pessoas que estão usando tornozeleiras, se a gente não partir para a libertação dessas pessoas não há como mais você discutir democracia nesse país. Então inicialmente a gente se coloca à disposição para fazer esse enfrentamento de equilíbrio entre os poderes. Só que pra isso a gente precisa constituir um Senado forte. Então a Carol tá se colocando à disposição nesse cenário, eu me colocando à disposição, tô construindo junto com meu irmão diversos outros estados, visitando. Visitei Alagoas recentemente. Posteriormente fui para Sergipe lá com o André Valadares. Alagoas agora surgiu um problema bom né? Porque o Alfredo Gaspar foi anunciado como vice do meu irmão e a gente tá conversando aqui agora quem poderia ser uma vaga que substituísse o Alfredo que é um cara que que tá do nosso lado. Possivelmente pode ser o Leonardo Dias que é uma excelente liderança no estado, que se dá muito bem com Alfredo Gaspar. Isso vai ser construído que eu tô dando pra você primeira mão que eu acabei de bater um papo com eles ali. Então é fazer parte desse processo todo porque a gente entende que o Senado tem que estar forte. Se o Senado não tiver forte acabou o Brasil. A gente tem que equilibrar os poderes pra gente resgatar o mínimo que sobrou da democracia pra gente ajudar o presidente. Porque a gente já teve um presidente lá que infelizmente não tinha maioria no Congresso e hoje a gente entende com o sofrimento dele, com o que ele paga hoje em dia, que ele fez o povo amadurecer e entender que com o Senado e a Câmara forte, a gente pode muito mais do que a gente podia com o Bolsonaro, que já fez muita coisa pelo país.

Como é que tá essa questão das visitas ao seu pai o senhor está proibido? Como é que vocês conseguem conversar com ele?

Não. a gente não consegue conversar com meu pai não. Desde a proibição que eu não entendi porque, você vê o Flávio divulgou uma carta se eu não me engano era a quinta carta já divulgada, e a partir daquele momento tá proibido Flávio. E duas semanas depois eu tô proibido e ninguém sabe porque. Ele faz o que quer, como quer e não tem freio. O único freio de arrumação é o Senado. Eu acredito que o Senado forte a gente coloca o freio de arrumação nisso tudo.

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