Afasc vai à Justiça para impedir paralisação em Criciúma - Karina Manarin

Afasc vai à Justiça para impedir paralisação em Criciúma

Em Assembleia na noite da última sexta-feira (8), os professores da Afasc recusaram a proposta de 3,36% de aumento conforme a inflação mais 3% de ganho real, totalizando pouco mais de 6% de reajuste. A proposta foi apresentada após decisão de suspender, até terça-feira dia 12 de maio, a greve que estava prevista para iniciar na sexta-feira, 8 de maio.

Ao todo, 360 professores compareceram e a decisão foi unânime, permanecendo a reivindicação do pagamento do piso nacional do magistério. O total de professores é de 850.

Com isso, a Afasc emitiu nota oficial informando que todas as possibilidades de negociação estão encerradas e que vai recorrer à medidas jurídicas e administrativas visando manter o atendimento a mais de 6 mil crianças entre três meses e cinco anos e oito meses em Criciúma.

Veja a nota na íntegra:

AFASC | NOTA OFICIAL

A Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (AFASC) respeita seus profissionais e reconhece a importância do trabalho realizado nos Centros de Educação Infantil. Ao mesmo tempo, não aceitará que a educação infantil seja transformada em instrumento de disputa político-eleitoral.

A valorização dos educadores tem sido tratada com responsabilidade. Em 2025, a AFASC concedeu ganho real acima da inflação e, para 2026, apresentou novamente proposta com ganho real, avanços inéditos na história da instituição.

Apesar disso, a instituição vê com preocupação a tentativa de conduzir a educação infantil para um ambiente de radicalização política, com ameaça de paralisação que prejudica diretamente a sociedade criciumense.

O impacto de uma interrupção recai sobre quase 6 mil crianças que dependem do cuidado e da alimentação oferecida nos CEIs. Recai também sobre mães, pais e responsáveis que precisam do atendimento para trabalhar, manter seus empregos e garantir o sustento de suas famílias.

Diante desse cenário, a AFASC informa que esgotou as possibilidades de negociação com o sindicato que representa os trabalhadores e adotará todas as medidas jurídicas e administrativas cabíveis para preservar a continuidade do atendimento, proteger as crianças e resguardar as famílias que dependem dos Centros de Educação Infantil.

Criciúma, 10 de maio de 2026.

A Direção

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