A deliberação de greve por professores da Afasc, em Assembleia na noite desta segunda-feira (27), foi assunto na Câmara de Vereadores de Criciúma na sessão desta terça-feira (28).
O principal impasse está no fato de a lei do piso do magistério ser destinada a professores concursados da rede pública. A Afasc é uma entidade privada.
O vereador Marcos Machado leu o artigo terceiro paragrafo segundo que versa sobre o caso. “Não podemos alimentar essa narrativa irresponsável e ilegal aos valorosos profissionais da educação da Afasc”, resumiu.
Em suas falas, Marcos Machado (MDB), Anequésselem Fortunato (PSD), Daniel Cipriano (PSDB) e Gorete Boaroli (PSDB), reconheceram o trabalho dos professores e enalteceram a luta por salários melhores mas avaliaram que o momento exige cautela.
Daniel Cipriano, que trabalhou na Afasc por oito anos, chegou a avaliar que “estão usando as professoras como massa de manobra” ao esclarecer que a Afasc é privada e por isso não tem a obrigatoriedade de pagamento do piso do magistério que é destinado a professores da rede pública.
A vereadora Anequésselen Fortunato revelou que tem uma filha estudando na Afasc , enalteceu o trabalhos das professoras e a busca por melhorias salariais. Ela informou no entanto que como advogada avalia que elas precisam ser instruídas sobre o que é direito delas. A vereadora citou recente decisão do STF que professores temporários e contratados da rede publica tem direito ao piso. “ Esses são os que vão substituir um efetivo da rede pública . Não podemos ludibriá-las não podemos brincar com os sonhos de ninguém”, resumiu.
A vereadora Gorete Boarolli também revelou que tem duas netas na Afasc, enalteceu o trabalho das professoras, avaliou que elas mais que merecem valorização e disse que o momento é de sabedoria e cautela. “ Aprendi que em alguns momentos precisamos agir com prudência e sabedoria. Acompanho o esforço das professoras e reconheço que vocês tem que ser reconhecidas mas da forma correta”, analisou.

