A Afasc, Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma, que atende atualmente cerca de 6 mil crianças de 3 meses a cinco anos de idade , pode suspender os trabalhos a partir da próxima quinta-feira (30).
Isso porque, em Assembleia realizada na noite desta segunda-feira (27), foi definida a paralisação. A Afasc será oficialmente comunicada nesta terça-feira (28) e a partir de então, existe um prazo legal de até 48 horas para que os professores entrem em greve.
“Foram 450 pessoas presentes na Assembleia e somente 19 foram contrárias a greve. Amanhã vamos comunicar oficialmente a Afasc sobre a decisão de paralisação. Também será formada uma comissão de greve”, explicou ao blog o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (STEERSESC), José Argente Filho.
O impasse está na questão salarial. Em negociação com a prefeitura de Criciúma, o aumento oferecido foi inicialmente de 3,3% e depois mais 2%, totalizando pouco mais de 5%.
Os professores no entanto, reivindicam o pagamento do piso salarial nacional do magistério que é de R$ 5130,63 por 40 horas semanais. Atualmente, um professor da Afasc recebe R$ 3133,62 por 40 horas de trabalho. No total são 850 professores.
“O principal impasse está no entendimento. O piso aprovado no início deste ano destina-se a professores do ensino público e a Afasc entende-se como particular”, explica José Argente Filho.

