Impeachment de Dilma Roussef; Denúncia contra ex-delegado-geral; Campanha contra o sistema; VAR da Política; o que disse João Rodrigues - Karina Manarin

Impeachment de Dilma Roussef; Denúncia contra ex-delegado-geral; Campanha contra o sistema; VAR da Política; o que disse João Rodrigues

O ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues, pré-candidato ao governo de Santa Catarina pelo PSD, vai percorrer o estado a partir de maio levando sua mensagem. Na entrevista que concedeu ao blog na manhã desta quarta-feira (22), ele confirmou que o tom da campanha deve ser o “VAR da política”, como havia antecipado o senador Esperidião Amin (PP), nesta semana.

João Rodrigues voltou a afirmar que fez mais duplicações de vias em Chapecó que o governo de Santa Catarina, citou realizações em saúde e educação e criticou programas do governo como o Universidade Gratuita.

“ Nosso intuito não vai ser desqualificar ou destruir o governo, não é isso. Mas é sim, apontar a obra que ele fez,  a obra que a gente fez. O prazo que ele demorou, e o prazo que nós demoramos. A velocidade que gente tocou e a inversão né?  Ele inverteu as prioridades. Quando deveria dar como prioridade “Zero Um” a educação de Estado que é o ensino médio e o ensino fundamental o que ele fez?  Ele colocou tudo no ensino universitário na Universidade Gratuita que beneficia boa parte de filhinhos de milionários”, exemplificou.

Na entrevista, ele fala também da estrutura de campanha e diz que será a disputa do “tostão contra o milhão”, ao citar que o governo de Santa Catarina teria R$ 15 bilhões em conta.

João Rodrigues também cita denúncia do MP, contra o ex-delegado-geral da polícia Civil de Santa Catarina.

“O Ministério Público moveu agora, denunciou o Delegado Geral da Polícia Civil. Quer dizer o Delegado Geral da Polícia Civil que até então estava, ele usava a máquina e a polícia pro seu benefício político. Então  tá mais do que claro que o governo atual que pregava antisssistema ele se torna o sistema”, alfineta em outro ponto de sua fala.

O pré-candidato  também falou sobre seu posicionamento de direita durante toda sua trajetória política, e lembrou que liderou o processo de impeachment da então presidente do Brasil, Dilma Roussef (PT).

Leia a entrevista na íntegra: 

O sr tem afirmado que a campanha  deste ano em Santa Catarina, será a luta do “tostão contra o milhão”. Por que?

Pela estrutura do governo que tem mais de 15 bi em conta e conseguiu, primeiro oferecer pra todos e entregar pra alguns, e também cooptou né ? Cooptou muita gente … Então  é uma estrutura bilionária, a começar pelo marqueteiro né? O Fábio Veiga é um homem caro pra caramba. Então tu começa pela condição de campanha é bilhão né não diria milhão é bilhão. Nós temos o que? Um grupo que quer apresentar um projeto de Estado. Então o tostão contra o milhão.

Mas saiu  uma informação aí que vocês teriam conversado com o João Santana. Confere essa informação? Como está a montagem da sua equipe de campanha?

Não, não, não .. não tem isso. O João Santana é impagável é um cara que cuida de eleição presidencial né? Não sei onde surgiu isso. Nós vamos trabalhar com a equipe nossa aqui de Santa Catarina o nosso grupo que que trabalha comigo nas eleições municipais há 20 anos já.

E o senhor já tem essa equipe montada?

É  a mesma equipe que trabalha comigo em todas as eleições de Chapecó, a equipe que faz comigo no dia a dia a rede social. E aí tem mais alguns alguns nomes que serão integrados pelo partido que o presidente Eron está buscando. O time local. É claro que o PSD nacional vai nos dar uma consultoria também né?

O senhor falou em Chapecó onde senhor foi prefeito, bem avaliado e reeleito com mais de 80%. O  que o senhor destacaria, uma ou duas obras que o senhor fez em Chapecó, e que o senhor aplicaria em Santa Catarina se fosse eleito governador?

Primeiro a velocidade com que eu trato o dinheiro público e as obras. Em Chapecó eu consegui colocar R$ 1 bilhão e 900 milhões em obras com oitenta por cento de recurso próprio. Mas  eu colocaria como item principal a questão da educação, tecnologia que Chapecó é a primeira  no Brasil que informatizou e colocou o processo de Chromebooks em todas as escolas públicas municipais. Então a educação. E outra coisa que eu destacaria também é com  é a questão de saúde, né? A maneira como a gente melhorou tanto é que Chapecó foi apontado pelo Tribunal de Contas a melhor saúde básica de Santa Catarina, municípios acima de 100 habitantes, e a melhor educação de Santa Catarina acima de 100 mil habitantes. Também a segunda melhor do Brasil em saúde básica é de acordo com o Ministério da Saúde. Então, eu acho que as grandes motes são esses. Além de realizar, de realizador, obras de grande e médio porte. Eu fiz mais duplicação de via do que o governo do estado fez durante os quatro anos. Outro ponto é planejamento, coisa que o Estado não fez. Nós planejamos a cidade, projetamos. O volume de investimento em projetos contratados por Chapecó é quase superior ao que o Estado fez.

Então esses dados que o sr passa, inclusive de mais realizações deve ser o tom da campanha? O senador Amin em entrevista nesta semana falou em VAR da Política. Esse será o tom dessa campanha?

Sim, nós vamos desmistificar o excesso de publicidade de coisas que não realizou. Por exemplo: quantos milhões foram investidos no “Estrada Boa Rural”, que não tem um quilômetro pavimentado? O detalhe importante: o VAR também vai desmistificar obras que estão sendo tocadas do ex-governador Moisés pelo atual governador e com projetos contratados por ele. Então é entre projeto que ele contratou e obra que ele executou Chapecó tem mais do que o Estado. Agora obras que ele tá tocando do ex-governador não aí sim mas é do ex né? Porque qualquer governador tocaria as obras ninguém pararia obra. Ele parou dois anos né? Ele paralisou as obras dois anos. Retomou agora. Então o VAR da política ele vai nos permitir mostrar itens, dados e comparações.

Então o forte dessa dessa campanha eu posso dizer que vai ser o debate?

Eu acho que vai ser primeiro o forte vai ser Santa Catarina pode mais. O que ele fez até aqui, nós conseguimos fazer mais e melhor. E eu acho que isso vai ser o grau de comparação não é o nosso intuito não vai ser desqualificar ou destruir o governo, não é isso. Mas é sim, apontar a obra que ele fez,  a obra que a gente fez. O prazo que ele demorou, e o prazo que nós demoramos. A velocidade que gente tocou e a inversão né?  Ele inverteu as prioridades. Quando deveria dar como prioridade “Zero Um” a educação de Estado que é o ensino médio e o ensino fundamental o que ele fez?  Ele colocou tudo no ensino universitário na Universidade Gratuita que beneficia boa parte de filhinhos de milionários. Boa parte está beneficiando gente e não precisa, em detrimento de gente que precisa, mas deixou de investir no ensino médio em SantaCatarina. Todo mundo percebe isso. Então nós vamos fazer comparações e mostrar como é que a gente pode fazer melhor.

O senhor também fala muito em enfrentar o sistema. O que seria enfrentar o sistema?

O sistema é a condição, quando você está no poder, você primeiro faz a cooptação. Você traz tudo ao seu entorno pelo volume de promessas, pouca entrega mas com valores acentuados. Segundo: nós já temos aí vamos lá, o Ministério Público moveu agora, denunciou o Delegado Geral da Polícia Civil. Quer dizer o Delegado Geral da Polícia Civil que até então estava, ele usava a máquina e a polícia pro seu benefício político. Então  tá mais do que claro que o governo atual que pregava antisssistema ele se torna o sistema. E aí nós vamos combater. Combater o que? A liberdade dos prefeitos. Prefeito hoje que não grava vídeo e não declara apoio para o governador, ele  tá fadado a não receber convênio. Isso é muito transparente quando ele reúne prefeitos de determinados partidos para ouvir declaração pública. Isso não faz sentido. É um tom de desmoralização dos partidos né?. E aí se perguntar ao prefeito…  o prefeito foi obrigado a ir porque se não foi é porque vai ser prejudicado.

O senhor fala em partidos. O senhor está montando uma chapa que tem o MDB, tem o PP do de Esperidião  Amin. O senhor é o pré-candidato ao governo o MDB indicaria um vice e o Esperidião Amin ao Senado. Seria essa a chapa?

É isso. O Amin ao Senado o MDB coloca o vice e nós ficamos com uma vaga o governo.

E a outra vaga para o Senado?

Ela vai ser uma discussão feita com o senador Esperidião Amin. É ele que define. O acordo foi feito baseado nisso. A princípio vamos ter um único candidato. Mas a decisão é do senador Esperidião Amin, se ele deseja ter o segundo candidato ou não.

Há informações que  o MDB pode indicar o suplente como é que fica essa questão de suplência?

É tudo  um acordo entre os partidos que passa pelo senador Amin e pelo PSD. Mas nós não temos problema algum de concordar com a indicação do suplente do MDB. Para nós não tem problema algum.

Há informações também que o senhor vai começar a percorrer o estado. Confere? Como vai ser?

No mês de maio nós vamos percorrer o estado todo. Cidade por cidade e região por região. Só estamos definindo o planejamento e nós vamos fazer o processo de visita e vai ser uma programação para ouvir Santa Catarina.  Eu acho que em 60 dias a gente faz o estado todo.

E começa começa por onde?

Nós vamos definir agora não tá definido ainda o local certo. Mas temos as reuniões semanais agora pra discutir calendário, agenda, roteiro… Então nós vamos definir até domingo agora quando nós formos a reunião da da coligação e a gente definir os os roteiros e por onde a gente começa.

Existe no PP, partido do senador Amin, essa dissidência de lideranças que pertencem apoiar a reeleição do governador Jorginho Mello. Como a coligação pretende trabalhar questões como essa?

Eu acho que com o passar do tempo isso acaba sendo superado é natural. Nós temos no PSD também alguns prefeitos que gostariam de estar em razão de convênios. Isso aí não é a vontade política. É questão de convênio né? que faz com que o parlamentar ou o prefeito dê prioridade àquilo que possa ajudar ele na sua caminhada. Mas o jeito que resolve no decorrer do caminho. A prioridade é nós largarmos a coligação. Para mim interessa muito a participação sim dos deputados, todos os prefeitos mas a nossa campanha  vai olhar muito também para os  vereadores. É uma campanha que vereadores vão ter um destaque muito importante, além é claro do alinhamento com o povo. A minha prioridade é conversar com o povo né ?

Qual é o peso do governador Moisés na sua campanha?

Ele é pré- candidato a deputado federal pela União Brasil na chapa da coligação. Aliás, um dado: todos os ex-governadores todos, estão conosco na caminhada. Então quem construiu Santa Catarina tá conosco. Todos MDB, PP, PSD, todos que passaram pelo pelo governo do Estado estão conosco na caminhada. Isso soma. É  a somatória de todos os líderes porque quando você fala Santa Catarina o melhor estado do Brasil é graças aos ex-governadores. Não é o atual. O atual tem uma participação também. Mas o mérito é de uma história e a história está conosco.

O senhor vai aproveitar a passagem por São Paulo nesta semana para alguma conversa com o Gilberto Kassab tem alguma reunião?

Hoje não, mas nós temos lá uma prévia na próxima semana talvez.  Tem uma agenda marcada com ele pra  definir os últimos detalhes desde a participação do partido em Santa Catarina como é que vai ser a presença de Ronaldo Caiado como pré-candidato a presidente, o alinhamento também da estrutura da condição partidária. Então deve ser semana que vem essa reunião.

Quando se fala em Kassab muitas pessoas acusam o sr de “ser do Kassab” que seria “de esquerda”. Como é que o senhor encara isso nessa questão toda aí de eleição em Santa Catarina?

Primeiro eu não sou do Kassab. Eu sou de Santa Catarina…

Eu quis dizer do partido do Kassab…

Mas é assim como o Jorginho é do partido do Valdemar da Costa Neto que era vice do Lula né? Não, não. Eu sou catarinense, percorro  meu caminho da minha forma, do meu jeito, sempre alinhado à direita. Historicamente a minha vida pública sempre foi assim, e quando o PSD estava no governo Dilma eu era oposição , eu liderei o impeachment dela. Quando o PSD tem três ministros no governo Lula eu me mantenho na mesma oposição mas eu tenho respeito pelos adversários. Acho que a gente  tem que discutir mais Santa Catarina e não desviar o foco. Porque quando você desvia o foco pra Brasília você esquece das mazelas do estado né?

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