Na entrevista que concedeu ao blog, o deputado estadual Pepê Collaço (PP), diz com todas as letras que a tendência do União Progressista em Santa Catarina é pelo apoio à pré-candidatura à reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Para Collaço, o cenário nacional é que vai “ditar” as regras e ele antecipa que os cenários nos estados quanto a federação, terão decisão política “de cima para baixo”. “As coordenações estaduais elas são feitas para tocar administrativamente mas não para ter decisão política. A decisão política é da nacional”, reflete.
Na entrevista, ele também revela que o governador Jorginho Mello, em recente conversa com líderes do PP em Tubarão no Sul do estado, teria indicado que a segunda vaga de candidato ao senado em sua chapa seria do PP/União Brasil.

Deputado Pepê Collaço concedeu entrevista ao blog nesta quarta-feira (22)
Leia a entrevista na íntegra:
Qual a tendência hoje do União Progressista em relação a majoritária para 2026 em Santa Catarina?
É o encaminhamento com o Jorginho. Por que? O cenário nacional é propício para isso o União progressista está mais próximo do PL a nível nacional que do PSd. O união Progressista já definiu que é uma bandeira de direita, que vai junto com o PL nessa construção de uma candidatura de direita. O que o Ciro Nogueira quer? Uma candidatura única de direita e ele defende a candidatura do Tarcísio. Esse jogo pode mudar.
O sr acredita hoje na candidatura do Tarcísio, pelo que o sr escuta?
Não. Hoje acho que não, por isso pode mudar e daí esse cenário também muda aqui embaixo. Então a tendência hoje da nacional conosco qui, o diálogo sempre foi o seguinte: a gente mais próximo do PL com isso a gente fica mais próximo do Jorginho, e o cenário que se tinha dado o gesto é que a vaga do senado seria do Esperidião Amin.
E agora, como está isso? Porque vemos duas candidaturas do PL: Carol de Toni e Carlos Bolsonaro…
Na conversa que tivemos com o Jorginho lá em Tubarão o Jorginho garantiu que o Carlos é candidato e que não tem chapa pura do PL. Ele indicou que a outra vaga é do PP/União Brasil.
Isso foi agora, neste fim de semana?
Isso, na sexta-feira passada . Então o cenário hoje pende mais para lá se digamos assim cumprir esses requisitos que nunca foi fechado mas que foi deixado subliminarmente. Tanto o cenário nacional, que a gente conversa com o Rueda e com o Ciro Nogueira, quanto as movimentações aqui embaixo. Eu sou da opinião o seguinte: se o Tarcísio for candidato ele unifica a direita no Brasil inteiro. E acho que aqui embaixo também unifica. Não tem como a direita se unificar lá em cima e aqui embaixo ficar dividida. Vai vir de cima para baixo.
Mas e essa conversa que vocês terão nesta semana com o João Rodrigues?
Acho que é uma conversa aberta. Saber o que ele está pensando, se realmente ele vai ser candidato ao governo, o que propõe, o que ele abre, se ele está dialogando com o Jorginho, se estão falando em ter uma unidade aqui no estado ou se realmente vai sair rachado, como é o cenário nacional, se realmente o Ratinho é candidato ou não.
A eleição só acontece em outubro do próximo ano mas nós percebemos uma certa antecipação de cenário, com muitas conversas. O sr vê prazo para essa definição do União Progressista?
As fontes que a gente vê lá de cima do PSD, é que a definição do cenário nacional é agora em novembro . O Ciro Nogueira nos fala que é em janeiro. Enquanto não decidir nacionalmente não tem como dar o passo seguinte. Vamos supor que o Tarcísio seja candidato à presidência e o Ratinho seja candidato à presidência. Com certeza o João vai ser candidato ao governo de Santa Catarina . Até de chapa pura.
E neste cenário, vocês ficam com o Jorginho ou com o João Rodrigues?
A gente tem que saber se a gente vai ficar com Ratinho ou com Tarcísio. É o cenário nacional que vai mandar. Principalmente depois da construção da Federação União Progressista. A Federação não é mais o PP hoje. O PP era antes um partido com 50 deputados e com três deputados na Assembleia. O União Progressista agora é um partido com 110 deputados. Isso vai ter muita influência de cima para baixo, principalmente na forma que foi construída a federação. As coordenações estaduais elas são feitas para tocar administrativamente mas não para ter decisão política. A decisão política é da nacional . A coordenação aqui em Santa Catarina ficou como: cinco nomes do PP, eu o Zé Milton e o Altair, o Esperidião e o Leodegar, o Gean Loureiro e o Fábio Schiochet do União Brasil. Esses sete são responsáveis para tocar a Federação administrativamente mas politicamente é o Rueda e o Ciro que vão definir . Se o Rueda e o Ciro disserem de cima para baixo assim: Nós estamos com Ratinho Júnior e vocês vão ficar com João Rodrigues. Não tem como não ser. Por isso que o meu sentimento hoje é que nós fiquemos com o Jorginho Mello.

