João Rodrigues demorou; Carlos Bolsonaro em Roraima; Não é inteligente retaliar os EUA. O que disse Jorginho Mello no Sul - Karina Manarin

João Rodrigues demorou; Carlos Bolsonaro em Roraima; Não é inteligente retaliar os EUA. O que disse Jorginho Mello no Sul

Durante agenda na região sul nesta sexta-feira (25), o governador Jorginho Mello em entrevista ao blog, falou sobre a questão política, avaliou como “exagero” as condições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, entre elas o uso da tornozeleira. Sobre o tarifaço, disse que o Brasil não está em condições de retaliar os Estados Unidos. “Não é inteligente”, frisou o governador. Mais que isso, ele informou que as indicações de vagas para candidaturas ao senado em sua chapa não devem ser necessariamente duas do PL. Jorginho Mello disse também que além de Santa Catarina outros dois estados estão na lista de Jair Bolsonaro para colocar o filho Carlos Bolsonaro como candidato ao senado: Espírito Santo e Roraima.

Governador Jorginho Mello concedeu entrevista ao blog durante agenda em Araranguá nesta sexta-feira (25)

Entrevista na íntegra:

Avaliação da questão do ex-presidente  Jair Bolsonaro, o julgamento dele e o comportamento do Ministro Alexandre de Moraes:

O presidente Bolsonaro é a maior liderança de direita do Brasil. É inconteste. Eu acho um exagero. Ele está praticamente preso. Está com tornozeleira , está impedido de se comunicar co o filho que está lá fora, está proibido de usar redes sociais. Eu acho que isso é um exagero. Acho que essa esticada de corda está muito longe. O Brasil precisa voltar a ter calma, entendimento. Eu uso essa expressão : A chapa está muito quente, tem que esfriar, o Brasil precisa voltar a crescer. E não é com disputas como essa. O processo do 8 de janeiro não termina nunca. Termina isso de uma vez. O processo da tarifa,. É uma negociação de país com país. Eu recebi o presidente da Fiesc: O que fazer? Eu digo: Vamos aguardar para ver a manifestação do Brasil com os Estados Unidos. Porque muitos outros países foram taxados e aí a diplomacia conversou e reduziu: de 50 para 30, para 10…

Então falta diálogo ?

Mas está sendo restabelecido agora. O senado, o presidente Davi, falei com ele por telefone ele foi, o senador Esperidião Amin está junto. Foram lá. Porque o senado é a caixa alta da República, é a Casa da reconciliação, da revisão. Para ajudar nessa fala para que os ânimos se acalmem e a gente possa ter racionalidade naquilo que vai fazer. 50% de tarifa é muito. Santa Catarina vai ter dificuldade lá na frente com o setor madeireiro, com o setor de pesca. Aí há possibilidade de os Estados Unidos isentar alguns produtos? Ele não pode isentar estado, porque somos uma federação , uma única coisa. Mas ele pode isentar algum tipo de produto. Então isso é um novo passo. É uma nova estratégia. Eu estou esperando as autoridades brasileiras federais fazerem essa interlocução com as embaixadas, com o ministro da economia de lá para saber como fica. Não ficar falando em reciprocidade, que vamos retaliar . Não estamos em condições de retaliar os Estados Unidos. Isso não é inteligente. Então o governo federal precisa se conter. Calma. Calma para tentar resolver na diplomacia. Aí se não for possível tem que ser politicamente.

O sr falou em senado. O ex-presidente Jair Bolsonaro falou em colocar o filho Carlos Bolsonaro para concorrer ao senado em Santa Catarina. Isso é um acordo já fechado? O Carlos Bolsonaro vem para cá?

Não tem acordo nenhum fechado. Eu desde que ganhei a eleição e eu ganhei a eleição sozinho, e quem ganha a eleição tem a, eu pelo menos sou assim, tem que praticar gesto. Quem ganha tem que praticar gestos para quem perdeu. Eu chamei o PP para o governo, chamei o MDB para o governo, chamei um filiado do PSD para o governo, o Republicanos, o Podemos… Enfim, está tudo sob controle. Eu preciso cuidar do governo como estou cuidando, até o final do ano. Na virada do ano é que a gente vai falar definitivamente em política, em composição. Eu estou conversando com todo mundo, de sangue doce. Foi aventado de o Carlos Bolsonaro ir para o Espírito Santo, para Roraima ou para Santa Catarina, onde o bolsonarismo é muito forte, onde ele ganha, enfim, então, mas não tem nada de definitivo.

Mas então não são duas vagas para o PL? Isso não está resolvido?

Eu combinei com o presidente Bolsonaro que ele indica um e eu indico outro.

Então seriam dois do PL?

Não necessariamente do PL. Ele indica um e eu indico outro. Quando chegar a hora de indicar a gente vai indicar. Esse foi um acordo que nós fizemos de cavalheiro. Nos ouros estados ele tem indicado os dois porque não tem estrutura como tem em Santa Catarina. O PL em Santa Catarina foi construído, com suor, com trabalho, com muita luta. Então aqui temos o governo do estado, enfim. Como ele é nosso líder maior, nós estávamos em Brasília e combinamos. Não tem ninguém indicado ainda a Carol de Toni quer, o Esperidião quer, o próprio João Rodrigues vai querer, enfim.

O sr acredita que o João Rodrigues possa vir para sua chapa? Vai ter PL e PSD ou não?

Não sei. Eu não sei se ele não demorou demais para vim. Não sei se ele não demorou demais. A política não socorre quem dorme entendeu? Ele tem op meu respeito, eu respeito ele como prefeito, tenho ajudado Chapecó muito. Muito, muito. Com recursos pesados . Em política ninguém pode fechar a porta para ninguém. A participação do PSD é importante na chapa. É importantíssima. Como é do PP, como é do PL, como é do MDB… Então esses partidos estarão na chapa majoritária .

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