Continua em vigor o decreto municipal que proíbe o trânsito de caminhões com peso bruto total maior que 10 toneladas nas rodovias que cortam as comunidades de Encruzo de Barro Vermelho e Espigão da Toca, em Maracajá. O diálogo entre autoridades de Maracajá e Araranguá, moradores das comunidades impactadas e representantes de uma empresa que atua no transporte de minério desde o distrito de Hercílio Luz, passando por rodovias maracajaenses, está aberto.
Este foi o saldo de reunião realizada nesta tarde na Prefeitura de Maracajá com as partes envolvidas, incluindo o vereador Jacinto Dassoler, de Araranguá. “O fundamental é que todos estão convencidos que o problema existe e que são necessárias soluções, pois a atividade econômica pode ser desenvolvida, desde que o impacto sobre as famílias do Encruzo do Barro Vermelho e Espigão da Toca seja minimizados ou eliminados e o patrimônio público preservado”, disse o prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, sem partido.
Uma alternativa de tráfego de veículos pesados foi apresentada pelo prefeito durante o encontro, desde a localidade de Rio dos Anjos, margeando o Rio Araranguá, até a BR-101.
Na rodovia nos limites com Araranguá o impacto direto seria a cerca de uma dúzia de famílias, que poderia ser negociado pelas empresas exploradoras da extração e transporte de minérios com medidas compensatórias. Representantes da empresa transportadora informaram que em seguida iriam verificar o trajeto indicado.
O prefeito de Araranguá, Mariano Mazzuco, do PP, salientou que seu município também é prejudicado pela situação criada e espera que haja o consenso para que a normalidade volte à atividade, pois já prejuízos, inclusive, para obras públicas desenvolvidas em Araranguá.
Mazzuco, acompanhado de assessores, salientou que empenhará sua equipe na busca de soluções para o impasse e reconheceu a legitimidade de Maracajá legislar sobre o assunto em suas rodovias.
(Com informaçõese foto de Gilvan França/Assessoria de Imprensa/Prefeitura de Maracajá)

