A nomeação do empresário Glauco José Corte Filho para a Superintendência do Ibama em Santa Catarina, publicada no Diário Oficial no início da semana, é mais uma questão polêmica envolvendo nomeações do Governo do presidente Jair Bolsonaro.
A principal questão é que apesar de por Lei haver pré-requisitos para a nomeação do cargo, como a experiência profissional de no mínimo três anos em atividades correlatas às áreas de atuação, o empresário, formado em administração de empresas, nunca atuou em cargo na área de meio ambiente, mas mesmo assim, foi nomeado através do Ministério do Meio Ambiente, sob o comando de Ricardo Salles.
Os critérios para nomeações, foram publicados em 2019, no Diário Oficial da União, portanto já no governo de Jair Bolsonaro, e elaborados pela Controladoria-Geral da União, CGU, e pela Secretaria de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.
A partir de então, os cargos em Comissão de Direção de Assessoramento Superiores, DAS e Funções comissionadas do Poder Executivo tem por regra além de idoneidade moral e reputação ilibada , o perfil profissional ou formação acadêmica compatível com o cargo ou função para o qual tenha sido indicado. Também estão entre os critérios a “ experiência profissional em atividades correlatas às áreas de atuação no órgão, entidade ou em áreas relacionadas às atribuições e ás competências do cargo/função.
Na entrevista que concedeu ao site Terra, o empresário admitiu que nunca ocupou cargo específico na área. Disse ter atuado na SCParcerias, e que “acabava se envolvendo em questões ambientais”.
Também há informações na mesma matéria, que a indicação para o cargo partiu da bancada de Santa Catarina. Diante do cenário, a impressão que fica é que tratou-se de uma indicação política, fugindo de alguns critérios estabelecidos.
Glauco José Corte Filho é filho do empresário Glauco José Corte, que presidiu a Federação das Indústrias de Santa Catarina Fiesc e atualmente está no comando da Confederação Nacional da Indústria.

