A discussão dos vereadores de Criciúma no horário político em razão de veto do prefeito Salvaro - Karina Manarin

A discussão dos vereadores de Criciúma no horário político em razão de veto do prefeito Salvaro

O horário político da Câmara de Vereadores de Criciúma ontem virou “lavação de roupa suja” em razão da votação na semana passada do veto ao projeto de Paulo Ferrarezzi, que estabeleceria prazo para diagnóstico de pessoas com câncer no município. Os vereadores que votaram a favor do veto disseram-se ofendidos com as palavras do líder do Governo, Aldinei Potelecki, do Republicanos. Júlio Kaminski, do PSL, chegou a classificar a fala como “desrespeitosa”.

 De posse do tempo dos vereadores Arleu da Silveira e Moacir Dajori, ambos do PSDB, o líder do Governo, Aldinei Potelecki pediu perdão se ofendeu alguém mas repetiu que o projeto é bom, que todos votaram a favor mas todos sabiam que problemas poderiam ocorrer devido a insconstitucionalidade.

 Quem melhor resumiu todo o quadro no entanto, foi o autor do projeto, vereador Paulo Ferrarezzi, do MDB. Em um discurso coerente, ponderado e respeitoso, ele lamentou atitudes como a que tachou os vereadores que defenderam o projeto de “abutres”, citou a dificuldade das pessoas com cancer em conseguir o diagnóstico para poder iniciar o tratamento e mais importante, disse que a partir da discussão na Câmara o quadro parece ter evoluído já que algumas pessoas foram chamadas para consultas.

Mesmo com o veto ao projeto, o vereador alcançou o objetivo de colocar em pauta tão importante causa e chamar atenção inclusive para o não cumprimento de uma lei federal que determina prazo para início do tratamento de 60 dias. Merece reconhecimento a atitude do vereador.

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