Os deputados Laércio Shuster, do PSB e Ivan Naatz, do PL, não foram felizes em suas tentativas de atrasar o julgamento do processo de impeachment marcado para esta sexta-feira. As decisões dos dois “Ricardos” referentes a processos que os deputados apresentaram na justiça, foram contrárias a suspensão do julgamento.
No Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski negou o pedido de Laércio Shuster que alegava fase instrutória suprimida, com alfinetada no deputado. Na decisão, o ministro cita inclusive que o rito adotado pelo presidente do tribunal, desembargador Ricardo Roesler, é o mesmo do primeiro processo, do qual Shuster participou sem contestar.
Ricardo Roesler por sua vez, ao analisar o pedido de Ivan Naatz lembrou ser essa aa segunda vez que o deputado peticiona nos autos e classificou o pedido como “surpreendente” assim como a “tentativa uma vez mais, às vésperas do julgamento, de protelar a solução do processo de impeachment”.
O pedido de suspensão do julgamento foi negado principalmente por ilegitimidade já que Naatz não é parte do processo.
Ninguém, crava uma aposta de como será a votação do impeachment amanhã, mas a julgar pela tentativa dos deputados claramente a favor do afastamento definitivo de Moisés do cargo, a impressão que o “Time Daniela”não tem os votos suficientes, o que indica possibilidade de o Governador retornar ao cargo.
Evidente também o ambiente tenso nos bastidores políticos de Santa Catarina.
(Com foto de Maurício Vieira/Secom)

