Uma reunião presencial, entre as Agentes Comunitárias de Saúde de Orleans e a equipe técnica da secretaria municipal de Saúde do município está sendo intermediada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Orleans (Sintramor).
Esta reunião faz parte de uma série de encaminhamentos definidos em encontro virtual do sindicato com as profissionais, informa a presidente, Janes de Lorenzi. Janes ressaltou que as agentes passaram quase duas horas em diálogo com o setor jurídico do sindicato, para sanar dúvidas e fizeram uma série de relatos sobre a realidade que estão enfrentando na rotina de trabalho, que precisam ser revistas e solucionadas.
A presidente pontua que algumas agentes comunitárias de saúde estão há pelo menos dois anos sem tablet, que a coordenação de saúde exige o uso de uniformes, mas, entregam apenas um jaleco para identificar as funcionárias. Além disso, ela relata que as enfermeiras que coordenam as agentes comunitárias, fazem cobranças diferentes entre uma e outra profissional da equipe. “As agentes trabalham sem protetor solar, sem receber equipamentos de segurança nestes períodos de pandemia, atendem a população anotando em papeis com uma prancheta e quando chegam em casa, à noite, passam a limpo no próprio computador todo o trabalho efetuado”, resumiu.
De acordo com a presidente, o problema entre as profissionais e o poder público teve início a partir do momento em que o município passou a exigir que as agentes comunitárias de saúde trabalhassem registrando ponto, em horário das 8h às 17h. Porém, Janes explica que as profissionais atendem muitas famílias que neste horário não estão em casa, tendo que trabalhar fora do horário determinado para conseguirem cumprir a meta exigida pelo Ministério da Saúde. “É muito difícil entender tudo o que está acontecendo, a lei que rege o setor não está sendo cumprida, mas, somos do diálogo e vamos colocar em reunião todos os problemas que precisamos que seja resolvido. Pensamos nas pessoas que recebem este atendimento, ninguém quer fazer uma greve, queremos solução”, garantiu.


